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3 fevereiro 2012

Lei da magistratura

STF quer mais agilidade para aprovação da nova Loman

A edição de uma nova Lei Orgânica da Magistratura (Loman) não inquieta apenas associações de juízes, preocupadas com a manutenção de prerrogativas funcionais como as férias de 60 dias. O assunto também foi citado nesta quinta-feira (2/2) pelos ministros do Supremo Tribunal Federal no julgamento sobre as competências do Conselho Nacional de Justiça.

O presidente do STF, Cezar Peluso, disse que o debate em relação ao CNJ deixou clara a urgência da edição de uma nova Loman. Vários ministros entenderam que o Conselho tem poder de regulamentar as investigações de juízes porque a lei dos juízes está defasada, já que é anterior à criação do conselho.

Ricardo Lewandowski, ministro que relatou o texto da nova Loman no STF, justificou a demora para a conclusão do documento citando mudanças recentes na Constituição. "As alterações constitucionais se sucedem e isso impede que nós enviemos [o anteprojeto] tal como gostaríamos de enviar. Uma das últimas alterações e um grande problema que enfrentamos é em relação à previdência dos magistrados", disse o ministro.

Para o ministro Celso de Mello, houve uma inércia do Legislativo quando o projeto ficou sob os seus cuidados, entre 1992 e 2004, "repousando em berço esplêndido em algum escaninho da Câmara dos Deputados". Depois disso, o texto foi requisitado pelo então presidente do STF, Nelson Jobim, para concluir a proposta.

Já o ministro Gilmar Mendes entendeu que a culpa do atraso é mais do próprio Judiciário do que do Legislativo. "Retiramos o projeto do Congresso e não retornamos. Da Constituição de 1988 até esses dias, temos 20 e tantos anos sem que tenha qualquer deliberação." Com informações da Agência Brasil.

Revista Consultor Jurídico, 3 de fevereiro de 2012

Comentários

Comentários de leitores: 1 comentário

3/02/2012 23:19 Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)
Estudar o tema
Como a nova lei da magistratura não vai sair mesmo do papel tão cedo, é o momento adequado de se começar a estudar com profundidade as modificações que se fazem necessária. Quando eu digo "estudar com profundida" não estou dizendo reunir 50 ou 60 e ficar recitando poesias, mas instituir nos cursos de pós-graduação, inclusive com concessão de bolsas, subsídios para que os bons juristas que há entre nós comecem a se debruçar sobre o tema, a fim de que tenhamos uma lei moderna que ao mesmo tempo garanta a independência e prerrogativas necessárias ao ofício da magistratura, sem no entando permitir que "bandidos de toga" continuem a existir. O que resolve os problemas de uma nação não são demagogias, choradeiras ou apelos sentimentais, mas o estudo científico dos temas buscando solução. E é justamente isso que precisamos no Brasil no momento.

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