Segunda Leitura: A indicação para a vaga de ministro do Supremo

26/09/2011 13:09franklin (Estudante de Direito)INDICAÇÃO POLÍTICA PARA STF É UMA VERGONHA !
O país está prestes a enfrentar a revolta da população que está cansando de ver atos corruptos e impunidade. A participação de políticos, onde na sua maioria são corruptos aqui neste país representa uma vergonha para o maior orgão judiciário do país, o STF. Quem indica, na hora do sufoco COBRA pelo favor que fica devendo. Existem várias maneiras de devolver o favor da indicação, basta engavetar o processo, ficar olhando pra ele todo dia, "sem tempo para da continuidade", etc, um simples gesto de falta de vontade faz jus ao pagamento do favor. Onde há certos políticos envolvidos sempre há cobrança futura pelo favor e isso no judiciário não pode existir. A indicação para o cargo de Ministro deveria ser feita por um colegiado, dentro do proprio judiciário onde os mais íntegros, com ficha totalmente limpa sem suspeitas algumas, elegeriam ou seja , indicariam para a Presidencia da República nomear, e ponto.
26/09/2011 08:46J.Koffler - Cientista Jurídico-Social (Professor)PODER INDEPENDENTE? QUEM DISSE?
A política é a arte dos conchavos, dos conluios e das negociações "en petit comité", longe dos olhos e ouvidos da sociedade a fim de facilitar, via de regra, interesses setorizados e, não raro, espúrios. E neste mister, o Executivo e o Legislativo caminham em estreita correlação a fim de alcançar benefícios os mais variados, ora de um, ora de outro, ora de ambos - na usual e infamante "troca de favores".
O Judiciário, nesse imbróglio montesquiano, teria a função precípua de ser "o fiel da balança" (pelo menos, em tese) e agir como tal, evitando abusos e exacerbações entre ambos aqueles poderes e entre eles e a sociedade - fato assaz cada vez mais corriqueiro, sublínhe-se.
Ao inserir-se o Poder Judiciário naquele imbróglio e tornar-se-o dependente de um decisum executivo e, ainda, necessitado de um aval senatorial, em realidade se está politizando sua estrutura, que (também em tese) deveria ser estritamente técnica, primar pela competência, pela independência e pelo princípio da isenção jurídica, sob pena de, em assim não sucedendo, comprometer sua credibilidade e seu desígnio-mor de promover, defender e fazer a justiça.
E, permissa venia, não porque a mulher está ausente no tribunal supremo dever-se-á privilegiar a escolha de uma representante deste gênero, relegando-se critérios de maior pertinência e relevância a patamares de inferior valor decisório.
Vivemos sob a grotesca e espurca égide da política profissional e, por isso, assistimos à crescente e ingente depauperação dos valores mais comezinhos da decência, da honra e do verdadeiro patriotismo.
Estamos brincando com fogo e certamente, mui em breve, irmos nos queimar.
26/09/2011 07:48Leopoldo Luz (Advogado Autônomo - Civil)Um STF via concurso público seria bem melhor.
O Judiciário é um poder técnico, com uma cúpula política oriunda ou indicada do Executivo, que passa por uma sabatina do Senado em que o que se pergunta diz respeito a alinhamento a interesses e não conhecimento técnico.
O resultado está aí.
- centenas de processos contra políticos até então alegadamente corruptos não dão em nada;
- processos sensíveis são engavetados até que prescrevam;
- lei de recursos repetitivo é utilizada, a favor de Bancos, para postergar ou obstar o exercício de direito por poupadores poupadores, até que, quem sabe, a composição e o momento sejam favoráveis a uma inversão jurisprudencial;
- Como reporta a revista Veja, jantares, viagens, aulas etc., patrocinadas por réus contumazes ou grandes escritórios de advocacia.
26/09/2011 00:54Neli (Procurador do Município)Gostei do Artigo.
Todavia,penso que o STF deveria julgar com a mente na Constituição Nacional.Para fazer política existem o Legislativo e o Executivo.
Não concordo com a forma de escolha de ministro.Deveria ser desembargador,isto é,alguém que dedicou a vida toda para o Judiciário.
25/09/2011 17:47Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)Nada a comemorar
Na medida em que o tempo vai se passando vamos vendo que a indicação de Fux não é motivo de comemoração. Analisando-se os votos do Ministro vemos que perdeu completamente sua identidade. O Fux do Supremo não é o mesmo que conhecemos no STJ, mas um outro ser que parece ter nascido a partir da indicação, o que nos leva a pensar o que deve ter ocorrido nos bastidores. Assim, nada a comemorar com os critérios de escolha de Dilma, como já se sabia desde quando se cogitou de sua candidatura.
25/09/2011 15:12daniel (Outros - Administrativa)parabéns !
muito bom o texto !

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