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Marília Scriboni
Segunda Leitura: A indicação para a vaga de ministro do Supremo
O Judiciário, nesse imbróglio montesquiano, teria a função precípua de ser "o fiel da balança" (pelo menos, em tese) e agir como tal, evitando abusos e exacerbações entre ambos aqueles poderes e entre eles e a sociedade - fato assaz cada vez mais corriqueiro, sublínhe-se.
Ao inserir-se o Poder Judiciário naquele imbróglio e tornar-se-o dependente de um decisum executivo e, ainda, necessitado de um aval senatorial, em realidade se está politizando sua estrutura, que (também em tese) deveria ser estritamente técnica, primar pela competência, pela independência e pelo princípio da isenção jurídica, sob pena de, em assim não sucedendo, comprometer sua credibilidade e seu desígnio-mor de promover, defender e fazer a justiça.
E, permissa venia, não porque a mulher está ausente no tribunal supremo dever-se-á privilegiar a escolha de uma representante deste gênero, relegando-se critérios de maior pertinência e relevância a patamares de inferior valor decisório.
Vivemos sob a grotesca e espurca égide da política profissional e, por isso, assistimos à crescente e ingente depauperação dos valores mais comezinhos da decência, da honra e do verdadeiro patriotismo.
Estamos brincando com fogo e certamente, mui em breve, irmos nos queimar.
O resultado está aí.
- centenas de processos contra políticos até então alegadamente corruptos não dão em nada;
- processos sensíveis são engavetados até que prescrevam;
- lei de recursos repetitivo é utilizada, a favor de Bancos, para postergar ou obstar o exercício de direito por poupadores poupadores, até que, quem sabe, a composição e o momento sejam favoráveis a uma inversão jurisprudencial;
- Como reporta a revista Veja, jantares, viagens, aulas etc., patrocinadas por réus contumazes ou grandes escritórios de advocacia.
Não concordo com a forma de escolha de ministro.Deveria ser desembargador,isto é,alguém que dedicou a vida toda para o Judiciário.
Comentários encerrados em 3/10/2011
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