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Paralisação em pauta

Juízes definem nesta quinta se vão fazer greve

A Associação dos Juízes Federais (Ajufe) discute a possibilidade de paralisação ou greve da classe durante assembleia física e virtual nesta quinta-feira (24/3), a partir das 17 horas. Os juízes pedem a revisão do teto constitucional remuneratório do funcionalismo público, o cumprimento de decisão do Conselho Nacional de Justiça, que garante a simetria entre os regimes jurídicos do Ministério Público Federal e da magistratura federal e mais segurança, especialmente para os que julgam organizações criminosas.

Os juízes deverão votar se a melhor saída é iniciar greve imediata por tempo indeterminado, fazer a paralisação de um dia no dia 27 de abril ou seguir as negociações. O resultado será divulgado apenas na segunda-feira – devido ao tempo para apuração dos votos pela internet –, às 14h30, na sede da Ajufe em Brasília.

A assembleia será na sede da Seção Judiciária do Distrito Federal e, nos demais estados, nas sedes das Seções Judiciárias e nos Tribunais Regionais Federais. Com informações da Assessoria de Imprensa da Ajufe.

Revista Consultor Jurídico, 24 de março de 2011, 16h37

Comentários de leitores

5 comentários

Direito de Greve!

T_Raptor (Bancário)

Acho extremante lícito o direito de qualquer classe, seja ela qual for, exigir melhores condições de trabalho, melhores salários, enfim, o conjunto de direitos que a classe em greve consdierar que tenha.
Só tem um detalhe, vai existir a repressão por parte das autoridades como ocorre sempre que qualquer outra classe trabalhadora se manifesta legitimamente? Vai ter tropa de choque na rua, caso os execelentíssimos doutores resolvam sair às ruas de toga preta? Vai ter gás de pimenta, paulada e tudo o mais que sempre vemos nas manifestações populares desta sofrível país? Faço minha aposta que não. E quem quer apostar também que em muito pouco tempo os doutos magistrados terão todas as suas reinvindicações complacentemente acatadas?
Lembrando o poeta:"...amo este meu chão, vibro ao ouvir meu hino..." Mas eu juro que existem momentos que dá vontade de desistir.

Greve pra que?

gilbertjf (Outros - Administrativa)

O longo tempo que a justiça brasileira leva pra julgar os processos, recursos e etc... acredito que uma greve do judiciário vai passar despercebida. Considerando que os processos levam em média de 05 a 10 anos para ocorrer o trânsito em julgado, avalio que uma greve de um dia ou de três meses não vai prejudicar em nada, nem mesmo os casos de urgência ou dos que necessitam de medidas liminares, pois o judiciário terá que manter um percentual mínimo de juizes trabalhando durante a greve. Assim, greve pra que?

AJUFE E O APOIO INCONDICIONAL DE ALGUNS

VITAE-SPECTRUM (Funcionário público)

Juízes federais agora se dispõem até a fazer greve e não intentam, pelo menos à voz do Sr. Gabriel Wedy, ser equiparados aos "motoristas". Em verdade, como se julgam mais importantes do que os demais juízes, a quem eles têm chamado "estaduais", pretendem-se integrantes de uma casta a que se deve remeter a atenção de toda a sociedade.
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As "maledicências dos outros" devem ser tratadas com rigor. Nada mais reacionário. Não seria melhor "autocracia" em vez de "independência"?! O "rigor" só com os outros, menos com eles, claro, intentando escapar a qualquer espécie de controle dos seus atos... Republicano só enquanto a República o proteger. Pura eutrapelia.
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Ademais, a capacidade postulatória, na dicção da LC 132/2009, alude à possibilidade efetiva de o defensor, em nome de outrem, independentemente de procuração, atuar em juízo, não se relacionando, portanto, com a posse de inscrição. A despeito de o texto não ser claro, levando-nos a pensar em termos de "inscrição", trata-se, em verdade, de legitimidade "ad processum". Logo, a postulação pelo defensor público ocorre em razão do cargo, não precisando ele de mandato, salvo as exceções previstas na Lei 1.060/50.

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