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Condições degradantes

Defensoria de SP pede interdição de Delegacia

A Defensoria Pública de São Paulo pediu, na última sexta-feira (18/3), a interdição de carceragem da Delegacia de Investigações Gerais de São José do Rio Preto. O local poderia abrigar apenas oito presos, mas até um dia antes do pedido possuía 63 detentos. O quadro foi constatado após um laudo pericial da Superintendência da Polícia Técnico-científica da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.

“As celas não têm janela, ventilação ou claridade adequadas; os banheiros não têm janela, ventilação ou claridade adequadas; os banheiros não têm porta e ficam contínuos ao quarto; as paredes estão com infiltração e cheiram mofo”, conta o defensor público Leandro de Castro e Silva. A inspeção apontou que não há local para banho de sol, que familiares não podem visitar os presos e que alguns deles estão no local há mais de 50 dias. A legislação limita esse prazo em três dias.

De acordo com o defensor, “o prédio da DIG não conta com estrutura minimamente entrosada com a garantia da dignidade e dos direitos humanos. Ademais, tal unidade não é destinada ao recebimento de presos, em caráter permanente, apesar de ser a situação atualmente verificada”. O caso está sob a análise do juiz corregedor da Polícia Judiciária de São José do Rio Preto.

A Defensoria Pública em Rio Preto já havia se manifestado sobre a existência de um grupo de 20 mulheres que estavam abrigadas na Delegacia de Investigações Gerais. O órgão pediu a transferências das presas e solicitou ao Tribunal de Justiça de São Paulo que fosse apresentado um laudo pericial das celas. Com informações da Assessoria Pública da Defensoria Pública de São Paulo.

Revista Consultor Jurídico, 22 de março de 2011, 18h05

Comentários de leitores

3 comentários

defensoria adora aparecer !

analucia (Bacharel - Família)

defensoria adora aparecer !
Agora além de monopólio de pobre, também querem monopólio de preso.

SUGESTÃO

Gusto (Advogado Autônomo - Financeiro)

Uma sugestão aos defensores públicos: deixem nas celas apenas o número necessário e O RESTANTE ACOMODEM EM SUAS RESPECTIVAS RESIDÊNCIAS, de preferência no mesmo quarto em que dormem com suas mulheres ou no quarto das suas filhas. Afinal, são seres tão "injustiçados"...

inocentes...

Roland Freisler (Advogado Autônomo)

Que peninha desses inocentes.... Só os defensores não sabem que esses bandidos gostam de onde estão. Tanto é verdade que,basta soltar um, dois ou tres dias depois estão de volta. Se fosse assim tão ruim, fariam de tudo para não voltar. Uma sugestão: por que os defensores não levam esses bandidos para as suas casas, se acham que a cadeia está com superlotação?

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