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capacidade delegada

62% dos consumidores não exigem seus direitos

Apesar de 82% dos brasileiros conhecerem seus direitos como consumidores, 62% dizem reclamar quase nunca ou nunca. Os dados podem ser encontrados em uma pesquisa sobre o perfil do consumidor do Brasil, realizada pelo Centro de Justiça e Sociedade da Escola de Direito do Rio de Janeiro da Fundação Getúlio Vargas com 1,4 mil pessoas. As informações são do jornal O Globo.

“Ele se sente lesado, mas não acredita que a companhia tenha compromisso e capacidade para reverter o problema. Como não mantém uma relação com a empresa, quando tiver chance vai mudar de fornecedor”, explica Ricardo Morishita, professor de Direito do Consumidor da FGV e um dos coordenadores do levantamento. Ou seja, é bom as empresas ficarem alertas.

Segundo a pesquisa, ainda existe a ideia de que não compensa reclamar – daí o motivo pelo qual o consumidor abre mão de seu direito. É o que explica a psicanalista Vera Rita de Mello: “Temos como se fosse um semáforo na cabeça: o que pode satisfazer-me imediatamente eu abraço, vou em frente. O que me frusta, depende de esforço, acende a luz vermelha. O contexto em que se dá o atendimento, com esperas ao telefone ou longas filas, quando presencial, é para desencorajar o consumidor. Ele é vencido pelo cansaço”.

Um outro dado chama a atenção: 8% dos consumidores declararam não reclamar por vergonha. Já a coordenadora do Núcleo de Pesquisa do Centro de Justiça e Sociedade da FGV e também do estudo, Luci Oliveira, diz que nas entrevistas qualitativas a referência à "vergonha de reclamar" foi muito maior: “Isso se deve também ao perfil que focamos na qualitativa, a classe C. É um contingente grande de novos consumidores, que, apesar de ter uma cesta de consumo próxima à da "classe média tradicional", é diferente no que se refere ao nível de escolaridade. Vemos que, quanto maior a escolaridade, menor a vergonha de exercer o direito de reclamar”, justifica.

Enquanto isso, mais de 50% dos entrevistados acrediam que é dever do Estado cuidar dos direitos do consumidor. “Uma das características do brasileiro é atribuir a responsabilidade ao outro. Primeiro ao Estado, depois ao mercado, e, por último, a ele mesmo”, conta. 

Revista Consultor Jurídico, 20 de março de 2011, 14h16

Comentários de leitores

5 comentários

As empresas que agem contra a lei agradecem o Judiciário...

Carlos (Advogado Sócio de Escritório)

O advogado Madv (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial) disse tudo.
Que disposição terá o consumidor que foi lesado para procurar o inerte e ineficiente Judiciário?
Esperar anos ou décadas para chegar ao final do processo e ser indenizado em valores que são, na verdade, UMA ESMOLA.
As sentenças que temos visto são, salvo raras exceções, UM VERDADEIRO INCENTIVO ÀS EMPRESAS PICARETAS QUE ADORAM LESAR O CONSUMIDOR. Isso é uma bola de neve. O Judiciário está lotado de processos movidos por consumidores. Para o fornecedor picareta é UM GRANDE NEGÓCIO LEVAR A DEMANDA PARA O JUDICIÁRIO. A tendência será aumentar e não diminuir o volume de ações. Aqueles magistrados que acreditam estarem inibindo a vontade do consumidor em ir ao Judiciário, é um tiro que sai pela culatra. Muitas empresas se sentirão à vontade para causar danos ao consumidor. Os danos atingirão cada vez mais números indeterminados de consumidores e, parte destes, irá ao Judiciário e o mesmo ficará eternamente neste enxuga gelo.
E depois querem fazer semana da conciliação para desafogar o Judiciário.
Na verdade, é tudo um faz de contas.
Os poucos bons juízes e desembargadores que existem, não dão conta de tantas ações movidas contra as empresas que LUCRAM MUITO as custas de decisões ridículas quando se trata de danos ao consumidor.
Os fornecedores pilantras agradecem a grande parte do Judiciário. Continuem assim magistrados que adoram beneficiar (ora, se as condenam a pagar míseros reais, terminam por beneficiar...) as empresas que não respeitam o consumidor.

As empresas que agem contra a lei agradecem o Judiciário...

Carlos (Advogado Sócio de Escritório)

O advogado Madv (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial) disse tudo.
Que disposição terá o consumidor que foi lesado para procurar o inerte e ineficiente Judiciário?
Esperar anos ou décadas para chegar ao final do processo e ser indenizado em valores que são, na verdade, UMA ESMOLA.
As sentenças que temos visto são, salvo raras exceções, UM VERDADEIRO INCENTIVO ÀS EMPRESAS PICARETAS QUE ADORAM LESAR O CONSUMIDOR. Isso é uma bola de neve. O Judiciário está lotado de processos movidos por consumidores. Para o fornecedor picareta é UM GRANDE NEGÓCIO LEVAR A DEMANDA PARA O JUDICIÁRIO. A tendência será aumentar e não diminuir o volume de ações. Aqueles magistrados que acreditam estarem inibindo a vontade do consumidor em ir ao Judiciário, é um tiro que sai pela culatra. Muitas empresas se sentirão à vontade para causar danos ao consumidor. Os danos atingirão cada vez mais números indeterminados de consumidores e, parte destes, irá ao Judiciário e o mesmo ficará eternamente neste enxuga gelo.
E depois querem fazer semana da conciliação para desafogar o Judiciário.
Na verdade, é tudo um faz de contas.
Os poucos bons juízes e desembargadores que existem, não dão conta de tantas ações movidas contra as empresas que LUCRAM MUITO as custas de decisões ridículas quando se trata de danos ao consumidor.
Os fornecedores pilantras agradecem a grande parte do Judiciário. Continuem assim magistrados que adoram beneficiar (ora, se as condenam a pagar míseros reais, terminam por beneficiar...) as empresas que não respeitam o consumidor.

As empresas que agem contra a lei agradecem o Judiciário...

Carlos (Advogado Sócio de Escritório)

O advogado Madv (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial) disse tudo.
Que disposição terá o consumidor que foi lesado para procurar o inerte e ineficiente Judiciário?
Esperar anos ou décadas para chegar ao final do processo e ser indenizado em valores que são, na verdade, UMA ESMOLA.
As sentenças que temos visto são, salvo raras exceções, UM VERDADEIRO INCENTIVO ÀS EMPRESAS PICARETAS QUE ADORAM LESAR O CONSUMIDOR. Isso é uma bola de neve. O Judiciário está lotado de processos movidos por consumidores. Para o fornecedor picareta é UM GRANDE NEGÓCIO LEVAR A DEMANDA PARA O JUDICIÁRIO. A tendência será aumentar e não diminuir o volume de ações. Aqueles magistrados que acreditam estarem inibindo a vontade do consumidor em ir ao Judiciário, é um tiro que sai pela culatra. Muitas empresas se sentirão à vontade para causar danos ao consumidor. Os danos atingirão cada vez mais números indeterminados de consumidores e, parte destes, irá ao Judiciário e o mesmo ficará eternamente neste enxuga gelo.
E depois querem fazer semana da conciliação para desafogar o Judiciário.
Na verdade, é tudo um faz de contas.
Os poucos bons juízes e desembargadores que existem, não dão conta de tantas ações movidas contra as empresas que LUCRAM MUITO as custas de decisões ridículas quando se trata de danos ao consumidor.
Os fornecedores pilantras agradecem a grande parte do Judiciário. Continuem assim magistrados que adoram beneficiar (ora, se as condenam a pagar míseros reais, terminam por beneficiar...) as empresas que não respeitam o consumidor.

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