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Crime em Yale

Técnico é condenado por morte de pesquisadora

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Foi condenado a 44 anos de reclusão, nesta quinta-feira (17/3), nos Estados Unidos, o técnico em pesquisa animal. Ele é acusado de ter assassinado, em 2009, a estudante de pós-graduação da Universidade Yale, Annie Le. O crime chocou o país naquele ano e ganhou repercussão internacional. Raymond Clark III, de 26 anos, era suspeito de estrangular Annie Le, de 24 anos. O corpo da estudante foi encontrado no reboco da parede de um dos laboratório do edifício de ciências médicas de Yale em 13 de setembro de 2009 — o dia da cerimônia de casamento da jovem.

O julgamento aconteceu em New Haven, estado de Connecticut, no fim da manhã desta quinta. O réu se declarou culpado do crime de assassinato e aceitou a condenação por tentativa de estupro sem assumir formalmente a culpa. Isso é possível com base em uma lei estadual em que o reú admite que a Justiça detém provas suficientes contra ele a ponto de condená-lo sem maiores obstáculos. A lei, conhecida como Doutrina Alford, permite, deste modo, que o réu reconheça a condenação iminente sem assumir formalmente a culpa, o que abre precedente para a negociação da pena. A pena de 44 anos de prisão foi negociada entre a Promotoria e a defesa de Raymond Clark. O Ministério Público pediu a condenação entre 25 e 60 anos por homicídio e tentativa de estupro.

A Promotoria citou evidências obtidas pelos legistas que indicaram que a vítima teve a mandíbula e a clavícula quebradas, uma série de ferimentos pelo corpo e as roupas rasgadas ainda em vida. As roupas íntimas da reú apresentavam indícios de que foram removidas e esgaçadas e continham ainda o semen de Clark. O promotor David Strollo também apresentou provas obtidas por exames de DNA, como uma caneta esferográfica verde que continha o sangue da vítima e o DNA do réu. Amostras contendo o DNA do acusado também foram verficadas em uma meia manchada de sangue e escondida no forro do teto do mesmo edifício.

Annie Le estava desaparecida há cinco dias antes de seu corpo ser encontrado em setembro de 2009. Na ocasião, Raymond Clark foi ouvido por investigadores da Polícia que observaram aranhões em seu rosto. Clark disse aos policiais que um gato do laboratório o tinha machucado. Os policiais o detiveram no momento em ele que limpava gaiolas de cobaias pouco depois de encontraram o corpo da vítima.

A estudante californiana Annie Le finalizava seu doutorado em farmacologia e conduzia uma pesquisa sobre o uso de enzimas no tratamento de doenças. A família da vítima não estava presente na audiência. O juiz Roland Fasano e o promotor David Strollo acordaram para que a pena seja declarada, na mesma corte, no dia 20 de maio caso a família decida estar presente.

 é correspondente da revista Consultor Jurídico nos Estados Unidos.

Revista Consultor Jurídico, 17 de março de 2011, 15h32

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