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Perto do fim

Massa Falida já recebeu R$ 1,2 bilhão, diz Edemar

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O sr. Jorge Queiroz, de fato, não é mais representante dos credores da Massa Falida do Banco Santos. Sua destituição foi requerida ao juiz da 2ª Vara de Falências em novembro do ano passado, subscrita pela Real Grandeza — Fundação de Previdência e Assistência Social, mais 105 credores, inclusive os mais importantes fundos de pensão do país, e que representam perto de 30% dos credores da Massa Falida.  

O fato deverá ser homologado pela Assembléia de Credores, cuja data não foi determinada pelo juiz da 2ª Vara de Falências. A Lei de Falências assegura a um grupo de mais de 25% de Credores o direito à convocação de Assembléia de Credores, no caso para destituir o sr. Jorge Queiroz dessa função.

Qualquer brasileiro poderá consultar os autos da Falência e lerá a petição dos Credores nesse sentido.

Portanto, Jorge Queiroz não é mais pessoa da confiança dos Credores, como dizem os signatários da petição. Entre outras razões, a mais singela é que ele subscreveu descontos de mais R$ 800 milhões aos devedores, juntamente com o sr. Vanio Aguiar, Administrador Judicial, em detrimento dos Credores do Banco e em nítido favorecimento aos devedores.

É muito provável que Jorge Queiroz venha a responder civil e criminalmente pelo mau uso de sua representatividade.

Está sendo escravizado pelo senhor Vânio Aguiar, inclusive para fazer esse artigo, provavelmente de sua lavra.

Os erros, para esclarecimento dos credores:

1. O total do PL Negativo do Banco levantado pelo Interventor e hoje  Administrador Judicial e após, confirmado pela autofalência, também requerida por Vanio Aguiar, é de R$ 2,2 bilhões, como consta em todos os documentos. O sr. Vanio Aguiar, Interventor, Liquidante e agora Administrador Judicial é Fiscal dele mesmo.

2.  A Massa Falida já recebeu em dinheiro a importancia de cerca de R$ 1,2 bilhão, considerando valores pagos a vista e outros em parcelas, ainda não revelados pelo Administrador Judicial, mas passíveis de avaliação. A Massa Falida e o sr. Jorge Queiroz deram descontos de cerca de R$ 800 milhões aos devedores, para empresas de primeira grandeza.  Portanto, estamos muito próximos do valor apontado na intervenção/falência de 2,2 bilhões. Contudo, temos ainda mais cerca de R$ 3 bilhões em discussão judicial, com sentenças ganhas em primeira e muitas em segunda instância.

3. O sr. Jorge Queiroz não é advogado. Não merecem crédito suas interpretações juridicas e elucubrações pouco ortodoxas.

Edemar Cid Ferreira é economista e presidiu o Banco Santos.

Revista Consultor Jurídico, 14 de março de 2011, 18h39

Comentários de leitores

5 comentários

BANCO SANTOS, FURNAS E FIDC

Nilson Ferrari (Advogado Sócio de Escritório - Comercial)

Um aspecto que preocupa é que justo a Fundação Real Grandeza, de Furnas Eletrobrás área de influencia de Sarney, padrinho de casamento de Edemar, maior credora do Banco Santos, cujo advogado é Luiz Muller, haver entrado com pedido de convocação de Assembléia de Credores pedindo a cabeça de Jorge Queiroz representante do Comitê de Credores. Furnas cujos administradores violaram a política de risco da Fundação ao aplicar no Banco Santos valor acima do valor permitido e respondem a processo. Como credor voto pela permanência de Jorge Queiroz à frente do Comitê de Credores pelo tanto que tem zelado pelos interesses dos credores e por ter conseguido junto com Aguiar devolver 30% dos créditos quando nada esperávamos receber em razão das fraudes de Edemar. A tentativa de criação do Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios, já declinado pelo FGC, é altamente prejudicial aos credores uma vez que equivaleria a privatização da administração da recuperação de créditos e do caixa da massa sob a tutela de Luiz Muller, João Adamo e um dos credores (Instituto de Previdencia do Legislativo do Estado de Minas Gerais -INPLEMG), que além de não soar bem, custar mais de R$5 milhões/ano mais até 10% sobre os valores recuperados aos credores, tendo ainda a participação do falido com cota subordinada, tira a tutela do processo conduzido com grande eficácia e segurança pelo judiciário, Vanio Aguiar e Jorge Queiroz. Essa manobra articulada de tentar de retirar Jorge Queiroz e implantar o FIDC é altamente lesiva aos interesses dos credores, uma fraude contra credores e será denunciada ao MP e juízo da Falência. Uma Assembléia presencial imporia grande onus de traslado e muitos não participariam, apenas Luiz Muller. NÃO

BANCO SANTOS FALENCIA

Francisco Jose Rodrigues (Advogado Sócio de Escritório - Comercial)

O mercado conhece o elevado nivel de competencia e profissionalismo de Jorge Queiroz e Vanio Aguiar e seu grande desempenho frente aos intrincado processo falimentar que e' o Banco Santos transformando-o em um verdadeiro caso modelo. O artigo deixa transparecer a tentativa difamar ambos com inverdades. Quem possui um minimo de conhecimento sabe todo o trabalho de uma falencia e supervisionado pelo juiz e ministerio publico e no que no caso Banco Santos a politica de acordos foi chancelada pelo TJSP e STJ. Sabemos que nao houve qualquer acodamento nos acordos realizados e que nao houve descontos de R$800 milhoes assim como sabemos que e' mais que patente que o Banco Santos possui definitivamente um PL altamente negativo fruto das fraudes protagonizadas pelo falido. O "artigo" nao deixa duvidas de que as acoes do representante do Comite de Credores nao se coadunam com os interesses do falido - ainda bem. O falido de forma destemperada ataca o Comite de Credores de forma acintosa. A verdade dos fatos esta' incomodando o falido; por isso tenta todas as manobras para destituir o Jorge Queiroz em acao articulada com Luiz Muller, que representa grupo de 25% dos credores; porem e' necessario maioria para destitui-lo, o que sera' muito dificil pois goza de grande credibilidade junto aos credores alem de sua integridade e coragem moral na defesa e protecao dos interesses dos credores. Da mesma forma tenta desqualificar e difamar o administrador judicial Vanio Aguiar.

BANCO SANTOS FALENCIA

Francisco Jose Rodrigues (Advogado Sócio de Escritório - Comercial)

O mercado conhece o elevado nivel de competencia e profissionalismo de Jorge Queiroz e Vanio Aguiar e seu grande desempenho frente aos intrincado processo falimentar que e' o Banco Santos transformando-o em um verdadeiro caso modelo. O artigo deixa transparecer a tentativa difamar ambos com inverdades. Quem possui um minimo de conhecimento sabe todo o trabalho de uma falencia e supervisionado pelo juiz e ministerio publico e no que no caso Banco Santos a politica de acordos foi chancelada pelo TJSP e STJ. Sabemos que nao houve qualquer acodamento nos acordos realizados e que nao houve descontos de R$800 milhoes assim como sabemos que e' mais que patente que o Banco Santos possui definitivamente um PL altamente negativo fruto das fraudes protagonizadas pelo falido. O "artigo" nao deixa duvidas de que as acoes do representante do Comite de Credores nao se coadunam com os interesses do falido - ainda bem. O falido de forma destemperada ataca o Comite de Credores de forma acintosa. A verdade dos fatos esta' incomodando o falido; por isso tenta todas as manobras para destituir o Jorge Queiroz em acao articulada com Luiz Muller, que representa grupo de 25% dos credores; porem e' necessario maioria para destitui-lo, o que sera' muito dificil pois goza de grande credibilidade junto aos credores alem de sua integridade e coragem moral na defesa e protecao dos interesses dos credores. Da mesma forma tenta desqualificar e difamar o administrador judicial Vanio Aguiar.

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