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Abertura de inquérito

Jaqueline Roriz recebeu dinheiro de Durval Barbosa

Jaqueline Roriz - Câmara Legislativa do Distrito Federal

A deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) admitiu que recebeu dinheiro para a sua campanha a deputada distrital em 2006 do operador e delator do chamado mensalão do DEM, Durval Barbosa, que não foi contabilizado na sua prestação de contas. A deputada, que é presidente do diretório regional do partido, também comunicou que entrou em licença médica na Câmara dos Deputados por cinco dias. As informações são da Agência Brasil.

Em nota à imprensa, Jaqueline Roriz declarou: "durante a campanha eleitoral de 2006 estive algumas vezes no escritório do senhor Durval Barbosa, a pedido dele, para receber recursos financeiros para a campanha distrital, que não foram devidamente contabilizados na prestação de contas".

A deputada ainda aguarda o julgamento pelo Supremo Tribunal Federal de seu pedido de perícia do vídeo divulgado pela imprensa em que ela e seu companheiro, Manoel Neto, aparecem recebendo R$ 50 mil de Durval Barbosa. Jaqueline Roriz fez o pedido ao STF na última sexta-feira (11/3).

No mesmo dia em a deputada divulgou a nota, o ministro Joaquim Barbosa, do STF determinou a tramitação do inquérito contra ela e deferiu as diligências pedidas pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, "diante da existência de indícios da prática de crime".

O promotor pediu que Jaqueline Roriz seja ouvida, que seja feita a degravação do conteúdo do DVD gravado por Durval Barbosa, e certificada a autenticidade da gravação. Para isso, o ministro deu 30 dias para a Polícia Federal. Gurgel apresentou depoimentos de Barbosa e o vídeo, que teria sido obtido por prestadores de serviços de informática do governo do Distrito Federal. Com informações da Assessoria de Imprensa do Supremo Tribunal Federal. 

Leia abaixo a íntegra da nota da deputada:

"1. Durante a campanha eleitoral de 2006 estive algumas vezes no escritório do senhor Durval Barbosa, a pedido dele, para receber recursos financeiros para a campanha distrital, que não foram devidamente contabilizados na prestação de contas da campanha.

2. Aguardo a resposta do Supremo Tribunal Federal sobre o pedido dos meus advogados para tomar conhecimento completo do teor do vídeo.

3. Por recomendação médica, conforme atestado, estou entrando de licença médica na Câmara dos Deputados por 5 dias.

Deputada Federal Jaqueline Roriz
Presidente do PMN do Distrito Federal"

INQ 3.113

Revista Consultor Jurídico, 14 de março de 2011, 20h28

Comentários de leitores

2 comentários

E os outros???????

JPLima (Outro)

O Legislativo brasileiro, com raras exceções, é um Poder formado por um "bando", na acepção jurídica do termo.Mais cedo ou mais tarde o bandido é descoberto. Vamos aguardar para saber quem é o próximo.

MÓRBIDA CURIOSIDADE

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

Tenho uma curiosidade mórbida: Por que só se fica doente depois que de desmascarado ou pilhado em atitude criminosa ?

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