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Proteção da mulher

OAB-SP lança campanha contra violência à mulher

Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, a Comissão da Mulher Advogada da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo (OAB-SP) vai lançar no dia 16 de março a Campanha de Combate à Violência à Mulher, no salão nobre da entidade, às 19 horas. No dia 26, será organizado o evento Liderança Feminina, com a participação da senadora Marta Suplicy (PT-SP), da deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP) e da deputada estadual Célia Leão (PSDB-SP), entre outras autoridades.

“A campanha contra a violência à mulher é muito importante. Tem como foco os cinco anos da Lei Maria da Penha e a necessidade de conscientização da sociedade a respeito do tema. Infelizmente, mesmo com a lei garantindo a proteção da mulher, ainda muitas são vítimas de violência”, afirmou a conselheira seccional e presidente da comissão, Fabíola Marques.

Já o presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D’Urso, destacou que a campanha é necessária porque a principal violência contra mulheres não acontece nas ruas. “A violência contra a mulher é predominantemente doméstica, acontece, na maioria das vezes, dentro de casa, sendo promovida por maridos, companheiros, namorados e outros homens com graus de parentesco sanguíneo ou por afinidade”.

De acordo com pesquisa da Fundação Perseu Abramo, feita em parceria com o Sesc, cinco mulheres são agredidas a cada dois minutos no país. Há dez anos, eram oito as mulheres agredidas no mesmo período. O estudo foi realizada em 2010 em 25 estados, com mais de 2.300 mulheres e quase 1.200 homens. A pesquisa mostrou ainda que 7,2 milhões de mulheres com mais de 15 anos já foram vítimas de agressões e 1,3 milhão foram agredidas em 2009.

Debate
O evento Liderança Feminina, resultado da parceria entre a OAB-SP e a Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania, acontece no Teatro Gazeta (Avenida Paulista, 900), a partir das 8h30. A abertura será feita pela advogada Fabíola Marques e a secretária estadual de Justiça e Cidadania, Eloisa de Sousa Arruda.

O primeiro painel contará com a procuradora de Justiça do Ministério Público de São Paulo, Luíza Nagib Eluf; Rosmary Correa, presidente do Conselho Estadual da Condição Feminina e secretária-adjunta da Casa Civil de São Paulo; Sarug Dagir, transexual feminina graduada em Psicologia e mestre em Letras pela Universidade Federal de Minas Gerais; Irina Bacci, coordenadora do Centro de Referência da Diversidade de São Paulo e secretária-geral da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Travestis e Transexuais; e Albertina Duarte, ginecologista e obstetra do Hospital das Clínicas e professora da Faculdade de Medicina da USP.

Elas falarão, respectivamente, sobre “Crimes Passionais”, “Violência na Periferia”, “Questões de gênero e suas representações”, “Diversidade e Inclusão Social” e “Saúde da Mulher e Preconceito”. Na sequência, a palestra será de Flávia Piovesan, procuradora do estado de São Paulo e doutora em Direito Constitucional e Direitos Humanos pela PUC-SP.

Após o almoço, o evento continua com Rosa Virgínia Cardona Ayrosa, diplomata de carreira em missão diplomática como cônsul da Bolívia em São Paulo; Lu Alckmin, primeira-dama de São Paulo e presidente do Fundo Social de Solidariedade; Silvia Pimentel, presidente do Comitê sobre Eliminação da Discriminação contra as Mulheres da ONU, professora de Direito na PUC-SP e uma das fundadoras do Comitê Latino-Americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher; Teodosina Ribeiro, primeira deputada negra de São Paulo, vereadora da cidade de São Paulo em 1970 e deputada estadual entre 1974 e 1978; Maria Lygia Quartim de Moraes, socióloga, pós-graduada na França e no Chile, doutora em Ciência Política pela USP e professora titular da Unicamp; e Elaine Belfort, empresária industrial, diretora titular do Comitê de Responsabilidade Social (Cores) da Fiesp.

Também foram convidadas para participar do evento a presidente Dilma Rousseff (PT), a ministra chefe da Secretaria de Política para Mulheres, Iriny Lopes, e a ex-senadora Marina Silva (PV). Com informações da Assessoria de Imprensa da OAB-SP.

Revista Consultor Jurídico, 5 de março de 2011, 15h59

Comentários de leitores

4 comentários

Não Dra. Neli,

www.eyelegal.tk (Outros)

Não tem que extirpar nada, cuide desse problema porque parece que está meio grave.
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O conflito familiar está sendo artificialmente produzido e fomentado no Brasil com o abuso de políticas e propaganda anti-família.
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O mesmo Estado que aparelha uma Secretaria de Políticas para as Mulheres com um bando de gays e lésbicas para produzirem projetos de lei e políticas destinadas a destruir as famílias brasileiras, deveria, sim, criar um Ministério da Família e parar de promover feminismo radical na sociedade, porque é o Estado quem está jogando as mulheres contra os homens dentro dos lares.
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A Lei Maria da Penha é de uma estupidez cavalar e aí está o resultado de termos um cidadão sem instrução na presidência deste circo por oito anos, sendo manobrado por todos à sua volta e pensando que está dando um show.
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Quem está causando a expansão das mortes dessas mulheres são Lula, Dilma e o PT, os mesmos que estão promovendo todas essas políticas de destruição da entidade familiar. Porque ao contrário de pacificar as famílias, estão introduzindo o conflito nas famílias, promovendo uma campanha ideológica de desestruturação familiar com suas políticas estúpidas e na TV em novelas e diversos programas.
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Qualquer imbecil sabe que se bater na mulher vai para a cadeia. Agora a lógica dos ignorantes é simples, pois já que ele vai para a cadeia, mata logo a “desgraçada” e encerra o assunto.
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Foi isso o que o PT fez.
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Leia "Dead End Feminism" (O feminismo é um beco sem saída), de Elisabeth Badinter e Julia Borossa, resumo online em inglês na Google Books:
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http://books.google.com/books?id=of1pH73sNFYC&printsec=frontcover&dq=Elisabeth+Badinter&source=bl&ots=95JfVOPhgE&sig=spHw5ENXx5DfNqO54sS0yem87As&hl

Não Dra. Neli,

www.eyelegal.tk (Outros)

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31/07/2008 - Queda acentuada no índice de nascimentos ligada à influência das novelas
Rede Globo faz parceria com grupos de controle populacional para promover a ideologia contraceptiva
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http://juliosevero.blogspot.com/2008/07/queda-acentuada-no-ndice-de-nascimentos.html
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02/02/2009 - BBC de Londres noticia estudo que confirma papel das novelas da TV Globo no aumento de divórcios no Brasil
Um estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) sugere uma ligação entre as populares novelas da TV Globo e um aumento no número de divórcios no Brasil nas últimas décadas.
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http://juliosevero.blogspot.com/2009/02/bbc-de-londres-noticia-estudo-que.html

Concordo.

Neli (Procurador do Município)

Na Turquia,em 2009,300 mulheres foram mortas por motivos religiosos.Aqui os machos(ou pseudo),caçam-nas,por motivo torpe.Isso sem falar na violência sexual.
deveria ter uma lei para extirpar o pênis,quem sabe,cessaria a violência contra a mulher neste podre País.

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