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Marília Scriboni
Brasileiro está preso no Arizona há dois anos e meio sem julgamento
As sessões de "revelação" acabam se tornando um interrogatório, com os profissionais insistindo e repetindo as perguntas até ouvir o que eles querem e não o que ocorreu de fato. Se as crianças negam o ocorrido, ou silenciam, isso é interpretado como sendo "repressão de sentimentos pelo medo de serem ameaçados pelo agressor". Daí, a criança responde "qualquer coisa" só para se livrar da pressão do profissional, e passa a estruturar isso como uma Falsa Memória.
A criança é transformada em testemunha de acusação, e nem se fosse uma vítima relatando um fato verdadeiro não recebe o acolhimento psicológico necessário porque os psicólogos estão mais preocupados em "saber a verdade" do que em analisar como a criança está se sentindo em relatar (será que ela não está com medo da pressão de quem tenha interesse em que ela acuse o pai/mãe?)
Não é possível nenhuma prática de entrevista sobre ocorrência (ou não) de abuso sexual sem conhecer a Alienação Parental (AP) e sem saber que esta prática das falsas acusações subsidia os atos de AP, sem saber que um relato de abuso pode ser teatralizado e estruturado como uma Falsa Memória.
Att: Denise Maria Perissini da Silva
psicóloga clínica e jurídica - SP.
Primeira questão, por que tanto tempo o cidadão preso sem assistência consular?
http://www2.mre.gov.br/mre
Documento acima do próprio Ministério das Relações Exteriores, já temos uma possível falha por eventual ato omissivo da autoridade consular brasileira.
Foi preciso entrar a Imprensa, inclusive a dos EUA, então apareceu a representação diplomática.
Sobre erros de cálculo, agora é tarde para Promotoria e para a Corte local dos EUA... O cálculo se mostrou equivocado. Essa oferta do cidadão assumir os crimes e ser imediatamente deportado, essa barganha demonstra claros sinais de desespero. O Governo ao final, condenado por erros graves, é obrigado a indenizar em milhões de dólares as vítimas, há dano moral punitivo, acontece que os autores da lambança arcam também com as consequências, diferente do que acontece aqui onde acabam elogiados por suas instituições como vítimas de ensandecidas perseguições. Aqui a começar nem perguntam por que a autoridade consular não prestou assistência jurídica, ao menos não consta esta informação na reportagem.
http://www.conjur.com
Lá, até os Magistrados podem ser exonerados por determinadas condutas, aqui...
Nos EUA uma vez provada a inocência do acusado, a indenização será milionária, alguns milhões de dólares. Aqui, hão de afirmar que ninguém pode enriquecer indevidamente às custas do dano sofrido, e por outro lado não há que se falar em indenização diante de atos decorrentes do exercício legal de poder-direito, uma vez que a prisão preventiva tenha sido legal, mesmo que o réu absolvido não há porque indenizar...
Uma coisa em comum entre lá e cá, as falhas do sistema de defensorias públicas. E a mudança de panorama quando entra em campo advogados hábeis dispostos a lutar pelos interesses dos clientes.
Em todo o caso, geralmente não se dá tanto valor ao serviço público nos países desenvolvidos, pq há mta meritocracia (não em todos) e no final das contas o salário é quase o mesmo da setor privado. Difernte daqui, que há estabilidade, concurso, e salário de 1º mundo em um país de 3º mundo.
Só para lembrar, a fiança estabelecida ao diretor do FMI foi de "só" US$ 1 milhão mais 5 em garantia.
Comentários encerrados em 2/06/2011
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