Consultor Jurídico

Notícias

Planos e ação

Tribunais devem preparar processo eletrônico

As capitais dos estados devem ser as primeiras a elaborar os planos de implantação do Processo Judicial Eletrônico, dada a melhor infraestrutura desses tribunais. A consideração é do conselheiro Walter Nunes da Silva Jr., do Conselho Nacional de Justiça, que desenvolveu o PJe. Nesta quarta-feira (22/6), ele falou sobre o sistema aos representantes dos tribunais.

O CNJ promete prestar assistência técnica para a instalação do PJe. Ainda assim, os tribunais precisam ter suas próprias equipes técnicas para trabalhar na configuração e manutenção do sistema. De acordo com o Walter Nunes, o CNJ vem apoiando a modernização tecnológica dos tribunais, com a doação de equipamentos e capacitação de pessoal, de forma que todos tenham infraestrutura de tecnologia da informação para receber o PJe. Mais de R$ 180 milhões em equipamentos foram entregues aos tribunais.

Felipe Locke Cavalcanti, que também é conselheiro, tocou em outro ponto. Para ele, o Judiciário ainda está atrasado em relação à chamada Terceira Onda, ou seja, a revolução da tecnologia da informação. “O Judiciário precisa entrar nessa nova era”, declarou.

O PJe deve afetar duas questões fundamentais: a expectativa é que ele reduza os custos e que diminua a morosidade. Com a automação das etapas burocráticas do processo, que consomem 70% do tempo gasto no processo, a tendência é a redução dos prazos para decisão.

A transmissão de informações aos órgãos de controle, como o CNJ, também será automática. Hoje, segundo ele, os juízes gastam muito tempo para atender às demandas do CNJ. Com informações da Assessoria de Comunicação do CNJ.

Topo da página

Revista Consultor Jurídico, 23 de junho de 2011, 06:32

Comentários de leitores

0 comentários

Comentários encerrados em 01/07/2011.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.