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Marília Scriboni
Com OAB ausente, CNJ diz que Ordem não decide sobre roupa de advogado
Quanto À vestimenta apropriada ao advogado, de fato concordo com os comentaristas que pensam que o terno e gravata é o adequado. Vejo com estranheza um médico sem o tradicional jaleco branco, ou o dentista vestido de roupa negra, porque com a advocacia seria diferente, jamais vi um dos grandes advogados pátrios se rebelarem contra o uso da veste tradicional, é inimaginável, ainda mais quando penso em Rui Barbosa, Trancoso, Dallari, Delmanto, ou entre os mais contemporâneos, Ives Gandra, Thomas Bastos, Mariz de Oliveira, dentre tantos outros. Mas o mais grave é saber que esse mesmo Conselho (CNJ), aprovou que os magistrados têm direito às mesmas regalias dos membros dos MPs (estaduais e federais), como se já não tivessem regalias demais, como férias de 60 dias, diferente de todos os demais trabalhadores desse país, agora poderão vender 20 dias de suas férias, além de auxílio moradia, licença remunerada para cursos no EXTERIOR, entre outras mais. Isso sim é imoral, absurdo!
1º: Os conselheiros da OAB/RJ deveriam saber, como advogados que são, que da mesma forma que houve essa manobra feita pelo CNJ, nós, atuantes, sentimos regularmente pelos juizes; ou seja,cotidianamente somos obrigados a ficar espertos para não cairmos em cilada. Deveriam ter ficado até o fim da sessão.
2º: Vejam que o presidente do CNJ é o presidente do supremo. Que decepção por tal atitude.
Portanto, seu argumento de que é o dono da casa quem decide, só pode ser levado em consideração se todos formos encarados como os DONOS DA CASA. E, neste caso, a parte "advogada" dos donos da casa é regulada pela OAB.
Saudade, amigo!
Abração,
PH
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Eu, trabalho com advogados, entre outros, há mais de vinte anos e tive, neste periódo a oportunidade de conhecer advogados, vários Advogados e também muitos "adevogados", como aqueles que ficavam lá pela Ipiranga ou Santa Ifigênia e colocavam "paqueiros" aliciando clientes aos gritos de "Ministério do Trabaho?!".
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De minha parte, quando algum cliente meu, cheio da confiança no meu trabalho, oferece os meus serviços a alguma outra pessoa necessitada, eu me sinto lisonjeado e não tratado como "mercadoria", pois como mencionei num post lá atrás, respeito é uma coisa a qual nós todos a temos dentro de nós mesmos e ninguém pode tirá-la ou não a temos. Podem tentar, mas que se dá ao respeito, via de regra é bastante respeitado. Para os demais casos, uma breve descompostura basta e senão, resta a ação judicial contra o safado audacioso.
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E o traje, embora "não faça o monge", certamente serve para creditar-lhe o respeito e a dignidade necessários.
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E não estamos tratando de coisas "milimétricas", mas essenciais.
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Então repito, uma vez mais: boa briga da OAB por péssima coisa! E como tal, lastimável postura ante a tantos fatos mais graves, no âmbito da advocacia e do restante da Nacionalidade, principalmente acerca dos temas institucionais.
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Saudações.
Não sei se esse advogado dele usava terno ou não, mas tem gente aqui achando que usar terno vai elevar a advocacia a um patamar de mais respeito. Talvez até seja verdade, mas creio que que esses milímetros não farão diferença no quadro geral.
Algo que elevaria a advocacia seria uma entidade mais atuante. Talvez esses conselheiros devessem arregaçar as mangas dos seus ternos e trabalhar mais pela classe; ou devessesem talvez usar vestimenta mais confortável para que suportassem melhor assistir toda a audiência.
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Não é a casa do Advogado que nela ingressa para defender os interesses dos seus clientes, aí sim, sem SUBORDINAÇÃO ao juíz (mas também sem IGUALDADE, porque se tratam de cargos e de "munus" essencialmente diferentes).
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E esta casa merece sim, a maior dignidade possível, de parte de todos qua a ela acorrem, pois se desprezarmos e espezinharmos essa dignidade é na própria lei que o fazemos. Como bem os PeTralhas soem de fazer, sempre por uma "boa" causa, é claro!
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"Est modus in rebus", já diz o brocardo e é de relaxamento em relaxamento, que temos visto se instalando, solertemente, as maiores barbaridades em nosso tão lindo, quanto triste, País.
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Diga-me alguém se o grandes ADIB JATENE ou SILVANO RAIA foram vistos jamais sem o seu avental quando nas dependências de seus consultórios ou clínicas!
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O hábito não faz o monge, sem dúvida alguma, mas um monge de verdade sem o seu hábito (e quantos hão!) é um monge apequenado.
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A pasta relamente é o símbolo do advogado, tanto quanto a figura de Thêmis ou da simples balancinha sobre a mesa. É nela aonde são carregadas, com cuidado, as peças que haverão de postular na melhor defesa dos interesses dos seus clientes. Se hoje através de lap-tops ou IPads, pouca diferença faz.
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Existem coisas que são efetivamente simbológicas e o paletó e "pasta" efetivamente "constituem" o advogado dando solenidade e peso à sua figura, elementos estes que são muito necessários, principalmente perante às partes (e não apenas perante o seu cliente!), perante as testemunhas e até perante o Juízo.
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Pergunte-se a qualquer pesao parada ao acaso na rua, como ela entende que seria a figura de um advogado e verão que eu tenho razão, principalmente entre as mais humildes (e cabe aqui outra perguntinha bem chata: iria o advogado apresentar-se ou assinar um excelente contrato com uma multinacional, mesmo no dia de maior calor do ano, em mangas de camisa? Pensem e respondam sinceramente!).
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No meu entender essa grita, colocada em perspectiva, representa um desserviço à advocacia, malgrado os aspectos legais da coisa, que podem e devem ser discutidos nas circunstâncias apropriadas.
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E esse é problema pelo qual passamos e sobre o qual já tive a oportunidade de me manifestar anteriormente. O caso presente não trata de prerrogativas usurpadas em primeiro lugar, mas sim da falta de bom senso. Poderia ser até uma boa e pertinente briga, mas os motivos são lastimáveis.
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E, considerando-se a grande maioria da população que demanda por ordem, clareza e um bom governo, a OAB muito melhor faria encampando essas demandas e lutando com a sua clava forte pela melhoria e fortalecimento de nossas Instituiçãoes, não ao contrário.
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Um abraço.
Comentários encerrados em 29/06/2011
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