SEGUNDA LEITURA: Resiliência e sucesso profissional no Direito

6/06/2011 09:35Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)CERTO ESTAVA RUI BARBOSA
Acontece que o 'baú' tem limites e, dentro dele, cabe até certo número de decepções. No Brasil, a desgraça é a regra e isso não é para qualquer ser vivente normal aguentar não. Políticos,que nos fazem de palhaços diariamente; a conivência e a impunidade da justiça, pautada na trilogia hierárquica da punição (preto,pobre e prostituta).É a falta de vergonha imperando e até sendo glamourizada, por que, aqui neste país,quem não procura tirar vantagem sobre tudo e todos é considerado um perfeito 'idiota'.Há ainda a inversão de valores, onde o "ter" significa muito mais do que o "ser". Somam-se a isso as profundas injustiças, não aquelas frutos de meros equívocos,como mencionadas na matéria, mas as mazelas diárias e conscientes, que cultivam essa perversa atitude c/a intenção de lesar, de prejudicar este ou aquele, em oposto benefício deste ou daquele. Os amigos dos amigos, sempre inocentados, independentemente dos crimes praticados; os mais iguais perante a lei;a hipocrisia que dá o contorno plástico e maleável à mensagem que se quer passar, mesmo ciente de que se trata de puro engodo. As mediocridades apaniguadas, alçando vôos cada vez mais altos em detrimento dos virtuosos, etc, etc. Como se vê,não há RESILÊNCIA que resista (veja, não se trata de pessimismo infundado, mas , antes, de realismo constatado).Nesse quadro artificial e superficial de cartas marcadas, ser positivo,crédulo,batalhador e otimista chega a ser prosaico.Nosso tempo se afina perfeitamente com os dizeres do imortal mestre Rui Barbosa, na sua "ORAÇÃO AOS MOÇOS". "De tanto ver crescer as injustiças; de tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver agigantar-se o poder nas mãos dos maus, o homem chega a rir da honra, zombar da virtude e a sentir vergonha de ser honesto !
6/06/2011 09:27Joselma Domingos da Silva Souza (Advogado Assalariado)parabens
sou estudante do curso d edireito, estou no último ano, ler esse artigo hoje, abriu os meus olhos, para a resilência, que até então ñunca tinha ouvido falar.
Parabens por esse artigo e quem dera se todos os operadores de direito refletisse sobre o assunto.
6/06/2011 09:21Carlos Gustavo Rocha (Advogado Autônomo - Tributária)Coluna Segunda Leitura.
Acompanho virtualmente o CONJUR desde a sua criação e, igualmente, acompanho a coluna do Dr. Vladimir Passos - "Segunda Leitura", desde que começou a escrevê-la. Não conheço o Dr. Vladimir pessoalmente, mas desde que tive contato através da leitura de seus livros e artigos, o admiro muito! É sempre inspirador, motivante e prazeroso ler seus artigos, livros e a coluna "Segunda Leitura". Obrigado Dr. Vladimir por nos presentear com suas palavras. Forte abraço!
6/06/2011 08:03Wagner Göpfert (Advogado Autônomo)Resiliência, paciência ,prudência ...
Foi o que me ensinou minha mãe, filha de japoneses. Meu avô era teólogo e foi fundador da igreja metodista livre do Brasil. É, apesar de meu nome, tenho meu lado “japonês, calabrês, foi o diabo que te fez” que muito ouvi quando criança e aprendi, e não reagi. Paciência...
Com meu pai, um vencedor, aprendi na poesia de Gonçalves Dias – Canção do Tamoio:
“Não chores, meu filho;
Não chores, que a vida
É luta renhida:
Viver é lutar.
A vida é combate,
Que os fracos abate,
Que os fortes, os bravos
Só pode exaltar”
Por isso continuo na luta, sou um guerreiro, paciente, permaneço na trincheira defendendo o que ambos me ensinaram: honestidade, dignidade, honra. Qualidades que NINGUÉM, ocupante ou não de cargos de poder, irá questionar. Vejam meu Blog: (http://wagnergopfert.blogspot.com/)
5/06/2011 21:04Felipe (Serventuário)superação
A coluna é sobre superação e resiliência é só o nome da moda. Mas é muito bom que sempre se repita que os reveses devem ser superados com luta. Quem trabalha em cartório sabe bem o quanto é difícil superar as desiluções. Mesmo assim, o importante é levantar a cabeça e continuar com a mesma disposição de fazer o melhor. Dar a volta por cima.
5/06/2011 16:42Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)Corporativismo
Gosto da coluna do articulista, que sempre tem trazido a esse veículo preciosas lições, fruto de longos anos na estrada do direito. Porém, devo discordar do "espírito" do artigo ao enxergar uma ideia formada a partir do corporativismo que impera nas instituições brasileiras. Não, o profissional do direito não deve se conformar com os absurdos que vemos todos os dias, sob pena dos absurdos se perpetuarem indefinidamente. Claro que não devemos nos deixar abater pelas dificuldades, mas se queremos um País um pouco melhor resta certo que a vítima do abuso não deve se contentar com a interposição de um mandado de segurança SEM DEIXAR DE ATACAR A CAUSA DO PROBLEMA. Veja-se o exemplo da candidata que foi reprovada no Ministério Público. Provavelmente, o argumento de que não teria como assumir a vaga era na verdade um mero pretexto para eliminá-la do certamente, de modo que outro, que talvez tivesse comprado a vaga, pudesse assumir. Mas sabemos que o resultado não foi assim tão simples. Ela deve ter pleiteado o pagamento dos vencimentos em atraso, e mesmo não estando em atividade o Ministério Público deve tê-la pago. Enfim, a suposta ilegalidade (que se repete todos os dias) custou caro para o Ministério Público e o contribuinte. Alguém deveria ter sido responsabilizado, o que não deve ter ocorrido. Se consultarmos 1.000 magistrados ou 1.000 integrantes do Ministério Público todos darão a mesma resposta: nada há o que fazer, uma vez que querem dar continuidade à cultura da irresponsabilidade que impera nas instituições brasileiras. Não, é preciso mais do que adotar uma simples providência jurisdicional, mas lamentavelmente vemos o CNJ e o CNMP, criados especificamente para atacar essa mazelas, afundando em queda livre.
5/06/2011 13:14Chiquinho (Estudante de Direito)Se achar que precisa voltar, volte, a vida é sabia!
Caro Wladimir Passos de Freitas:
Comecei a entender e sentir essas suas resilições depois que comecei a compreender e absorver as geniais observações do genial poeta Fernando Pessoa, depois de passar mais de vite e seis anos afastado dos bancos escolares e, hoje, com filhos criados e encaminhados à vida, voltei a estudar Direito, o que para mim está sendo o maior sonho, dentre muitos que preciso realizar:
"Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!
Essas suas palavras me confortam e me fazem crescer mais ainda. Obstáculos, mais quem foi que disse que a vida não é um grande desafio? Digo isso por mim, houve momentos durante esse período que estou cursando ciências jurídicas que, se eu não tivesse atinado para aquelas sábias palavras ditas em letra de música escrachada, mas de grande valia e sapiência dos MAMOMANAS ASSASSINAS, eu teria abandonado um curso que é o meu sonho e que, se Deus assim me permitir, terminarei daqui a três anos:
"No momento crucial/um sábio soube saber que o sabiá sabia assubiar/e quem amafagafar os mafagafinhos/ bom amafagafigador será".

Comentários encerrados em 13/06/2011

A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.