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Expansão dos negócios

Antidepressivo impulsiona fusão de laboratórios

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A banca de advocacia norte-americana Covington & Burling prestará assessoria legal em uma transação bilionária da indústria farmacêutica, nos EUA, depois que um novo medicamento para combater a depressão foi aprovado pelo FDA (a entidade responsável pelo controle de alimentos e medicamentos no país).

A Forest Laboratories anunciou, esta semana, que vai comprar a concorrente Clinical Data, visando o potencial de lucro com o lançamento do novo andidepressivo Viibryd, pela rival. O medicamento foi recentemente aprovado pelas autoridades dos EUA que regulamentam o setor. O valor da aquisição será de US$ 1,2 bilhão.

A Forest irá pagar US$ 30 por ação da companhia e mais US$ 6 por ação em custos adicionais, valores calculados com base em vendas futuras do Viibryd. As ações da Clinical Data dispararam na bolsa de valores, em janeiro, quando a aprovação do novo antidepressivo pela FDA foi anunciada.

Fundada em Washington D.C, em 1919, pelo juiz aposentado J. Harry Convington e o sócio Edward B. Burling., a banca Convington & Burlington é hoje uma das mais importantes dos EUA, com escritórios na Europa e Ásia. Na compra da Clinical Data pela Forest, a coordenação dos trabalhos de consultoria jurídica do lado da compradora estarão a cargo de um dos principais sócios da Convington & Burlington, Andrew Ment, e dos colegas Michael Labson (que cuidará da legislação referente às normas do FDA) e Michael Francese (que fica com as questões trabalhistas que envolvem a aquisição).

Para a venda, a Clinical Data contratou a banca californiana Cooley, também com quase 100 anos de experiência e atuação em outros países. Na equipe da Cooley que irá coordenar a venda da Clinical Data, estão advogados especialistas em aquisições, tributos, legislação antitruste e em remuneração e benefícios de altos executivos.

A Forest Laboratories é uma das gigantes no mercado de medicamentos psiquiátricos nos EUA, responsável pela comercialização dos antidepressivos Lexapro e Celexa e pela droga que combate o mal de Alzheimer, Namenda. Os produtos da companhia têm enfrentado enorme concorrência de uma série de medicamentos genéricos, disponíveis ao público por preços menores.

De acordo com a agência de notícias Reuters, aquisições como esta tornaram-se uma estratégia recorrente na indústria farmacêutica, que tem de lidar com questões de quebra de patentes. Companhias como a Forest estão sempre em busca de novos produtos para compensar a queda de lucro com medicamentos previstos para perder o registro de patente.

O antidepressivo Lexapro, sucesso de vendas da Forest, tem a quebra de patente prevista para o primeiro semestre de 2012, enquanto que o Namenda, para 2015.

 é correspondente da revista Consultor Jurídico nos Estados Unidos.

Revista Consultor Jurídico, 27 de fevereiro de 2011, 8h29

Comentários de leitores

2 comentários

Apenas questão da teoria do risco

Ramiro. (Advogado Autônomo)

No comentário abaixo pretendi suscitar duas questões. A Teoria do Risco, inclusive risco administrativo, quando o Governo confia nos dados dos estudos da indústria e libera um medicamento novo.
E a questão da praga atual, a fraude científica. Em tese em Pindorama um sujeito pode cometer fraudes e mais fraudes, e sair incólume, protegido pelo espírito de corpo da comunidade acadêmica, afinal de contas se outras instituições podem proteger alguns dos seus para não macular o bom nome institucional, por que não na ciência?
O que não signfica de modo algum que uma nova droga irá falhar, como de igual modo não há garantia de efeitos inesperados negativos. O caso dos EUA que transcrevi abaixo, provavelmente fosse no Brasil em universidade pública, seria altissimo o risco de nunca haver responsabilizações de ninguém, pelo contrário, execração e banimento de quem ousasse denunciar.

Quase advogando pelo diabo

Ramiro. (Advogado Autônomo)

O espaço é sério, logo com seriedade vou fazer a deixa de "advogado do diabo", pois nada traz lucros sem riscos, e todo risco é sinônimo de oportunidade de lucros.
http://www.news-medical.net/news/20110124/3887/Portuguese.aspx
"O mecanismo do efeito antidepressivo do Viibryd não é totalmente compreendido, mas é pensado para ser relacionado ao aumento de atividade serotoninérgica no sistema nervoso central (SNC) através da inibição seletiva da recaptação da serotonina. Viibryd também é um agonista parcial no serotoninérgicos 5HT 1A receptores, no entanto, o resultado dessa ação sobre a transmissão serotonérgica e seu papel no efeito do antidepressivo Viibryd são desconhecidos."
E isso com o Direito?
http://veja.abril.com.br/061004/p_088.html
Como?
http://pt.kioskea.net/news/10397-fraude-cientifica-abala-comunidade-medica-dos-eua
""Os documentos continham dados inventados por Reuben", disse Jane Albert, uma porta-voz do Baystate Medical Center, onde trabalhava o anestesista.
Se a suspeita for comprovada, este será um dos maiores casos de fraude científica da história, por ter durado mais de uma década.
Segundo a revista Anesthesia & Analgesia, pelo menos 21 artigos dele publicados a partir de 1996 estão sendo investigados.
Reuben, de 50 anos, foi um grande defensor dos medicamentos anti-inflamatórios chamados COX, que supostamente reduzem as dores pós-cirúrgicas e a dependência em medicamentos aditivos como a morfina".
...
Perguntarão, e isso com o Direito?
http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/819411-industria-farmaceutica-tem-controle-total-sobre-pesquisas-diz-professor-de-bioetica.shtml
...
Digamos que possibilidade de ações milionárias jogando nos erros, afinal de contas o que é a teoria do risco?

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