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"Operação satiagraha"

Protógenes grampeou até Roberto Irineu Marinho

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No afã de conseguir provas incriminatórias contra o banqueiro Daniel Dantas, o então delegado Protógenes Queiroz, no comando da chamada "operação satiagraha" gravou ligações dos empresários Roberto Irineu Marinho e Eike Batista; do namorado da senadora Marta Suplicy, Márcio Toledo; do jornalista Roberto D’Avila, então namorado da ministra do STF Ellen Gracie; do ex-deputado Delfim Netto; da Editora Abril; e até do Consulado dos Estados Unidos em São Paulo.

O telefone grampeado, registrado na listagem produzida pelo sistema Guardião da Polícia Federal, foi o do empresário Naji Nahas, que é identificado nas listagens da investigação com o codinome de "Jararaca".

A amplitude da curiosidade do hoje deputado pelo PCdoB, Protógenes Queiroz, gerou abertura de inquérito para apurar se em vez de obedecer ao interesse público, o delegado trabalhava para atender interesses privados.

A trama, que agora se descortina, é explicada pelo jornalista Raimundo Pereira em seu livro "O Escândalo Daniel Dantas" como uma armação para tirar do ringue o mais ameaçador concorrente no processo de privatização da telefonia no Brasil.

A versão de que o cliente foi alvo de perseguição interessa à defesa de Dantas, mas é corroborada pelos ex-executivos da Telecom Italia que, interrogados pela Justiça italiana sobre o paradeiro de milhões de euros enviados ao Brasil sem destinação no balanço da empresa, confessaram que o objetivo foi o de remover obstáculos, como Dantas, para abocanhar a maior fatia possível do mercado brasileiro de telefonia. O dinheiro teria sido usado para estimular policiais, políticos e jornalistas a participarem do mutirão.

Quem atua contra o andamento da investigação sobre a privatização da Satiagraha, inquérito que se encontra na 3ª Vara Federal Criminal de São Paulo, é o Ministério Público Federal de São Paulo. Em setembro do ano passado, os procuradores da República pediram a anulação e a destruição da prova colhida no Inquérito Policial 2008.61.81.008866-0, como consta do acompanhamento processual no site do TRF-3. A justificativa do MPF é o fato de a 7ª Vara Federal, do juiz Ali Mazloum, ter determinado a produção de provas sem requerimento dos procuradores.

Para o advogado do Opportunity, Andrei Zenkner Schmidt, esse argumento é um paradoxo, já que o mesmo MPF aceitou o resultado de diversas medidas decretadas pela 6ª Vara, do juiz Fausto De Sanctis, igualmente sem pedido do MPF.

Schmidt considera "incompreensível que um órgão com a atribuição constitucional de defender a ordem jurídica e o Estado democrático omita-se em apurar a privatização de uma investigação policial".

 é diretor da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 23 de fevereiro de 2011, 17h43

Comentários de leitores

30 comentários

UPS, CORREÇÃO!...

Richard Smith (Consultor)

Boboca, não! IDIOTA mesmo! Como os comentários...
.
Quero apenas que me digam aonde o DIOGO MAINARDI errou ou mentiu. Só isso PeTralhada!

Peraí

Helena Meirelles (Contabilista)

Se uma escrivã da Polícia Civil embolsou ou não 200 reais, isso não autoriza ninguém a tirar a calcinha dela em público. Se uma doméstica rouba uma lata de sardinha no supermercado, isso não autoriza o segurança a dar porrada na cara da moça. Se o capitalista daniel dantas é um pilantra, sacana, tubarão, isso não autoriza delegado nenhum levar uma grana do concorrente do canalha aceitar suborno para sacanear o capitalista e dizer que está se corrompendo porque o capitalista tem muita grana. Esse Seródio poderia informar sua profissão e a natureza da sua relação com o Proctógenes.

Bens declarados de Protogenes

Gilberto Serodio Silva (Bacharel - Civil)

Se um policial de campo da PF ganha R$ 13.000 mês, 15 salários mais diárias, quanto ganha um delegado?

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Comentários encerrados em 03/03/2011.
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