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Policiais no Júri

Policiais militares vão a Júri Popular no Ceará

A 2ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza decidiu que oito policiais militares serão levados a júri popular por tentativa de homicídio contra três espanhóis e uma brasileira que tiveram o carro alvejado durante uma perseguição policial equivocada.

Os acusados serão julgados pelo crime de tentativa de homicídio qualificado pelo uso de recurso que impossibilitou a defesa das vítimas, combinado com concurso de pessoas. Os policiais deverão comparecer à 2ª Vara do Júri na próxima quarta-feira (23/2) para tomar ciência da sentença de pronúncia e poderão recorrer dela em até dez dias. Outros dois réus foram impronunciados porque o juíz Henrique Jorge Holanda Silveira entendeu que quanto a eles não ficou demonstrado "nenhum indício de autoria ou participação no fato".

Segundo a acusação, na noite do dia 26 de setembro de 2007, por volta das 21 horas, as vítimas trafegavam pela Avenida Raul Barbosa, em Fortaleza, em uma caminhonete Hilux, quando foram alvejadas por disparos de viaturas policiais que faziam cerco para capturar acusados de roubar um caixa eletrônico.

Sem abordar os turistas, os policiais efetuaram diversos tiros, dentre os quais 22 atingiram o veículo. Um turista foi atingido no braço, e outro no ombro esquerdo. Nesse, a bala se instalou na coluna e o deixou paraplégico.

De acordo com o Ministério Público, os disparos só cessaram quando a vítima brasileira saiu do veículo para demonstrar que não eram os assaltantes perseguidos. Com informações da Assessoria de Imprensa do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará.

Revista Consultor Jurídico, 17 de fevereiro de 2011, 9h14

Comentários de leitores

3 comentários

Precisamos, sim (toda a SOCIEDADE) de POLÍCIA...

Ademilson Pereira Diniz (Advogado Autônomo - Civil)

Não se trata de "preconceito" ou "afronta" à POLÍCA (meu comentário anterior), só tenho aplausos pela ação inteligente da POLÍCIA -- das POLÍCIAS, aliás --, na ação recente no Rio de Janeiro, quando retomou parte do território ocupado pela criminalidade). Narrei fatos que são do conhecimento de todos. O que não podemos concordar é com ações desastrosas que são noticiadas todos os dias, quando são extrapolados os limites do combate ao crime (função que o ESTADO reservou para si)e se transformam em atos de pura e gratuita violência. Quanto aos advogados, estes não "soltam bandidos": não adentram aos presídios e cadeias, a mão armada, para tirar da prisão quem quer que seja. O advogado apenas postula, nos termos da LEI, para que seja aplicada, ao caso, a JUSTIÇA que emana dessa mesma LEI. Sabemos que à POLÍCIA faltam equipamentos, tecnologia, salário, etc. Queremos POLÍCIA, sim, pois em todo o organismo social deve haver aqueles que agem na "ponta" para combater o crime, mas essa ação deve se pautar segundo os ditames LEGAIS. É preciso outra "doutrina" para o exercício da POLÍCIA, outra doutrina de SEGURANÇA PÚBLICA que vise, SIM, prender o criminoso, fazê-lo responder a um processo legal e, se condenado, cumprir sua pena. É isto que diz a CONSTITUIÇÃO FEDERAL e é isto que TODOS devemos fazer.

Prá quê polícia?

Oziel (Funcionário público)

A existência das polícias está normatizada no Art. 144 da CF88.
É graças ao trabalho delas, que os marginais são presos, para serem defendidos posteriormente por advogados.
O preconceito do advogado Ademilson ao afrontar a instituíção Polícia por crimes cometidos por alguns componentes policiais, que por sinal acabam punidos através do trabalho de outros policiais, nos autorizaria a dizer que advogado só serve para colocar bandido na rua em prejuízo da ordem pública.
Sabemos que isso não é verdade, pois tanto polícia, advogado, juiz, promotor, etc., são fundamentais para a manutenção do Estado de Direito.

Mais uma da PM....

Ademilson Pereira Diniz (Advogado Autônomo - Civil)

Mais uma da PM (em todo o BRASIL). Não sei que injunção de PODER assegura a existência dessa força...Ela produz resultados pífios em todos os sentidos!!! Só é expedita quando se trata de usar de extrema violência contra cidadão inocentes (veja-se o caso da PM da Bahia, recente, o caso da PM de SP, que matou na pancada um cidadão dentro de um quartel, para onde o levara intencionalmente para matá-lo, etc...)É preciso repensar essa força, sua relaçlão com o EXÉRCITO BRASILEIRO (de quem constitui força de reserva), e, quem sabe, se propor a sua EXTINÇÃO. Não podemos mais suportar tamanha truculência PAGA e MANTIDA pelo ESTADO. Está na hora de o Sr. Ministro da JUSTIÇA deixar de se preocupar com questões passadas na época do regime militar, pois isso já pertence à história, e se preocupar com as ATUAIS ATROCIDADES, VIOAÇÕES DOS DIREITOS HUMANOS e TORTURAS efetuadas pela Polícia ATUAL.

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