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Operação em Goiás

PF prende 18 militares por execução de pessoas

A Polícia Federal prendeu o subcomandante-geral da Polícia Militar de Goiás, coronel Carlos Cézar Macário, dentre as 27 pessoas presas na Operação Sexto Mandamento, por suspeita de envolvimento com a execução de crianças, adolescentes e mulheres nas cidades de Goiânia, Formosa, Rio Verde, Acreúna, Flores de Goiás e Alvorada do Norte. Macário já foi exonerado do cargo. As informações são da Agência Brasil.

Além do subcomandante, foram presos mais 18 militares, seis deles pela própria Polícia Militar de Goiás. Seus nomes ainda não foram divulgados.

Segundo nota da PF, o ex-secretário de Segurança Pública, Ernesto Roller, e o ex-secretário da Fazenda de Goiás, Jorcelino Braga, foram intimidados “para prestarem esclarecimentos sobre os supostos indícios de prática de tráfico de influência que resultaram nas promoções de patentes de integrantes da organização criminosa”.

Os presos poderão ser indiciados por homicídio qualificado em atividades típicas de grupo de extermínio; prática de formação de quadrilha; tortura qualificada; falso testemunho; prevaricação (falta de cumprimento do dever na administração pública); fraude processual; ocultação de cadáver; posse ilegal de arma; e ameaça a autoridades, testemunhas e jornalistas.

Operação Guilhotina
Assim como a Operação Sexto Mandamento, na última sexta feira (11/2) foi desencadeada no Rio de Janeiro a Operação Guilhotina, na qual foram presos 30 policiais militares ou civis, que ajudavam traficantes, milicianos e contraventores com informações sobre as operações policiais, negociando material de apreensão e protegendo os criminosos. As informações são do portal G1.

A operação fez com que o chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Allan Turnowski, deixasse o cargo nesta terça-feira (15/2), após conversar com o secretário de Segurança Publica José Mariano Beltrame e ter prestado esclarecimentos para a PF na última sexta-feira. Entre os presos, está o delegado Carlos Oliveira, ex-braço direito de Turnowski.

Nesta segunda-feira (14/2), primeiro dia em que a Delegacia de Repressão contra o Crime Organizado (Draco) passou a ser subordinada diretamente à Secretaria de Segurança, e não mais à Polícia Civil, Turnowski entregou à Corregedoria Interna de Polícia (Coinpol) documentos que, segundo ele, apontam irregularidades na delegacia e comprometem o delegado Cláudio Ferraz, que ajudou na operação, e um inspetor.

A Draco está fechada desde esta segunda-feira (14/2). A Secretaria de Segurança não informou quando o nome do novo chefe da Polícia Civil será anunciado.

Leia aqui a carta de despedida do chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Allan Turnowski.

Leia aqui a nota da Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro.

Revista Consultor Jurídico, 15 de fevereiro de 2011, 16h50

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