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Empregada de terceirizada é enquadrada como bancária

Por decisão unânime, a 6ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho manteve decisão de primeira instância que enquadrou como bancária a empregada de uma empresa de segurança, encarregada de receber e encaminhar os malotes dos bancos.

Segundo o ministro Mauricio Godinho Delgado, relator do acórdão, a empregada faz juz aos direitos da categoria dos bancários por desempenhar atividades comuns às feitas por eles. O relator afirmou que deveriam ser aplicados os efeitos jurídicos da terceirização ilícita, porque ficou claro o desempenho de atividades-fim do banco pela terceirizada, nos termos da Súmula 331, inciso I, do TST. Diz o enunciado que “a contratação de trabalhadores por empresa interposta é ilegal, formando-se o vínculo diretamente com o tomador dos serviços, salvo no caso de trabalho temporário”. A questão, no entanto, acabou não sendo julgada pela Corte.

A empregada era contratada pela empresa de segurança para a função de conferente de tesouraria. Após ter sido demitida sem justa causa, ajuizou Reclamação para ser enquadrada na categoria de bancária, o que foi concedido desde a primeira instância. O serviço que fazia consistia em manusear dinheiro e conferir os valores contidos nos envelopes, recebidos dos clientes dos bancos na prestadora de serviço.

A empresa de segurança contestou a decisão sob o argumento de que a prestação de serviços ocorreu dentro de sua sede, e que o serviço realizado não se equipara ao bancário. Os bancos, por sua vez, alegaram que não tinham relação de emprego com a empregada e que, por isso, não poderiam figurar no pólo passivo da ação.

O Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região manteve a decisão de primeira instância, entendendo que não há diferença entre os serviços de conferência de numerário feitos no interior de um banco ou na tesouraria da prestadora de serviços, se eles servem ao mesmo fim da instituição financeira.

O TRT da 12ª região decidiu, ainda, afastar a responsabilidade solidária entre os bancos e declarar a responsabilidade subsidiária de ambos. Com informações da Assessoria de Imprensa do Tribunal Superior do Trabalho.

RR 268100-09.2007.5.12.0005

Clique aqui para ler a decisão.

Revista Consultor Jurídico, 10 de fevereiro de 2011, 10h12

Comentários de leitores

3 comentários

Se o Banco fosse Privado, a JUSTIÇA Seria DIFERENTE

A.G. Moreira (Consultor)

Nada mais a dizer ! ! !

empregada de empresa de segurança é bancaria

ACUSO (Advogado Autônomo - Dano Moral)

Só falta - data venia - é a Justiça do Trabalho considerar agiota como banqueiro. É o Brasil dos tiriricas. Viva o Brasil !

EQUIPARAÇÃO

Gusto (Advogado Autônomo - Financeiro)

Bem, que a Justiça do Trabalho no Brasil é um mercado de peixe e desbragadamente parcial não é novidade alguma. Agora, fazer equiparações que fogem ao senso do mais ignorante mortal é demais. O que tem a ver um funcionário de empresa de segurança com as atividades próprias dos bancários? Sór porque transporta malotes? Certamente, se o Brasil tivesse uma NASA o TST equipararia o piloto de avião com astronauta...

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