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Fim de romance

Eleição da OAB em São Paulo não terá chapa única

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As próximas eleições para a presidência da OAB-SP não terão chapa única. Em cartas abertas aos advogados paulistas os dois cabeças da suposta coalisão - o atual presidente Luiz Flávio Borges D'Urso e o ex-presidente Antônio Cláudio Mariz de Oliveira - afastaram qualquer possibilidade da anunciada união.

Em sua carta, Mariz admite que chegou a reunir-se com D'Urso e que a união de forças foi cogitada. As conversas, contudo, foram suspensas em julho por motivo de viagem dos dois interlocutores e, na volta, não foram mais retomadas, sem maiores explicações. “Mais uma vez o presidente da OAB-SP demonstrou desinteresse pelos rumos da advocacia, priorizando objetivos outros distantes das reais necessidades da profissão”.

Já D’urso nega que qualquer tipo de conversa nesse sentido tenha existido. Segundo ele, adversários o procuraram várias vezes, mas que todas as investidas que fizeram objetivando a tal parceria não passaram da tentativa. “Temos sido insistentemente procurados por integrantes de chapas derrotadas nos três últimos pleitos na Entidade, que buscam aproximação política, fato absolutamente natural em um processo democrático como o vivenciado na nossa Seccional da OAB. Nada mais se deu que essas tentativas”, disse o criminalista.

As especulações sobre a até então impensável parceria começaram a partir da publicação da informação na coluna Direto na Fonte, da jornalista Sonia Racy, do jornal O Estado de S. Paulo.

Em 6 de agosto, Luiz Flávio D’Urso, presidente da OAB-SP há três gestões, assinou sua ficha de filiação ao PTB com o declarado propósito de disputar a prefeitura de São Paulo. Com o fim das conversas com a oposição, deve apoiar o candidato natural à sua sucessão, o atual vice-presidente Marcos da Costa.

Mariz, que presidiu a seccional por dois mandatos entre 1987 e 1991, deve voltar a se compor com antigos correligionários como Rui Fragoso, que enfrentou D'Urso, e perdeu, nas últimas eleições.

Os criminalistas são adversários políticos declarados e a troca de palavras pouco gentis é comum. Na última eleição, Mariz e D’Urso trocaram farpas depois de o atual presidente ser acusado de usar o mailing institucional da entidade para pedir apoio à sua reeleição. Mariz, então coordenador da campanha do opositor Rui Fragoso, chegou a afirmar em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo ser “fato notório” que o presidente usava a lista de e-mails da entidade para se promover, inclusive para assediar advogados recém-inscritos.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 12 de agosto de 2011, 22h15

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