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Combate ao crime

CNJ cria sistema de dados sobre corrupção

No próximo dia 26, o departamento de tecnologia da informação, do Conselho Nacional de Justiça, enviará um link de formulário aos órgãos participantes da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla), para que estes enviem dados sobre as ações que desenvolveram para coibir as atividades criminosas. O CNJ é responsável pelo cumprimento da chamada Ação 01, que trata do levantamento de dados estatísticos dos órgãos envolvidos no projeto.

Na quarta-feira (10/8), o CNJ e os órgãos se reuniram para decidir a forma de transmissão dos dados das ações. Na reunião, ficou decidido que o CNJ vai disponibilizar aos órgãos participantes formulário e serviço online para inclusão dos dados relativos a processos administrativos ou judiciais sobre os temas. O detalhamento desses modelos foi fechado durante o encontro do grupo responsável pela Ação 01.

De acordo com o coordenador da Ação no CNJ, juiz auxiliar Paulo Cristovão Silva Filho, posteriormente será discutido quais informações poderão ser disponibilizadas ao cidadão.

Crimes financeiros
A Enccla, criada em 2003, reúne as principais autoridades dos órgãos envolvidos no combate de crimes financeiros no Brasil. O CNJ é o órgão que centralizará as informações sobre os processos incluídos na Ação 01. Atualmente, a entidade é composta por mais de 60 órgãos e entidades do Executivo, Legislativo e Judiciário - nos âmbitos federal e estadual — e da sociedade civil.

A estratégia visa articular a atuação de órgãos que trabalham com a fiscalização, o controle e a inteligência no Governo Federal, no Poder Judiciário e no Ministério Público, no sentido de prevenir e combater a corrupção, a lavagem de dinheiro e a improbidade administrativa.

A reunião de quarta foi composta por membros do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Ministério Público Federal (MPF), Controladoria-Geral da União (CGU), Advocacia-Geral da União (AGU), Polícia Federal (PF), Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), Receita Federal, (BACEN), Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) e Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil (CONCPC), dentre outros. Com informações da Assessoria de Imprensa do Conselho Nacional de Justiça.

Revista Consultor Jurídico, 12 de agosto de 2011, 8h44

Comentários de leitores

2 comentários

BOA INICIATIVA DO CNJ SE NÃO FOR DEMAGÓGICA

huallisson (Professor Universitário)

Sem dúvida, é brilhante a iniciativa do CNJ. A corrupção é a mãe de todos os males.
Mas, bem entendido, não pode o STF mandar corruptos para comandar os poderes públicos(ficha suja) e depois cobrar deles honestidade. Costumo dizer que a contradição é a burrice que anda a cavalo. Seriedade e ética, Excelências, é tudo que o povo brasileiro precisa.SERIEDADE, SIM, DEMAGOGIA, NÃO.
Pedro Cassimiro - Professor de Direito.

Piada

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Que piada. A corrupção não pode ser medida ou quantificada, mas sim o índice de "percepção". Por certo que os órgãos encarregados de preencher esses formulários vão enviar dados visando prejudicar desafetos, e jamais vão admitir que, eventualmente, eles mesmos são corruptos.

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