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Mitos da história

Sacha Calmon lança livro nesta quinta-feira em SP

A HISTÓRIA DA MITOLOGIA JUDAICO-CRISTÃ - Sacha Calmon Navarro Coêlho - Divulgação

O advogado tributarista e ex-juiz federal Sacha Calmon Navarro Coelho lança, nesta quinta-feira (25/3), o livro A história da mitologia judaico-cristã, em São Paulo. O evento, que deve ter a presença dos ministros Celso de Mello e Eros Grau, do Supremo Tribunal Federal, está marcado para às 19h30, em São Paulo.

A obra se aprofunda no tema que há quase 5 mil anos intriga a mente humana: como e por que surgem os mitos que embasam o que se convencionou chamar de “civilização judaico-cristã” ou, simplesmente, “civilização ocidental”. Para responder à dúvida, em quase 600 páginas, Calmon interliga o pensamento de conhecidos estudiosos de Filosofia, História, Psicologia, Religião e Ética, como Pierre Teilhard de Chardin, Hans Kelsen, Israel Finkelstein e Asher Silberman, Sigmund Freud e Herbert Marcuse

De acordo com o autor, a tradição judaico-cristã  Adão viveu há 5.800 anos, mas não existem referências históricas da pré-história bíblica. "Abraão não podia ter camelos — introduzidos na região 900 anos antes de Cristo. Testes de Carbono 14 de ossos de camelos provam a assertiva”, explica Calmon. Segundo o autor, dois autores judeus, Israel Finkelstein e Neil Silberman, alegam que a Torá, livro sagrado dos judeus, foi escrita por Josias em 640 AC e que nunca houve Israel no Egito e nem aconteceu o Êxodo. “E mais: a arqueologia prova que Jericó nunca teve muralhas”, conta.

Com base em Jack Miles, Morgan, Cohn, Paul Jonhson, Karen Armstrong, Ferdinand Lot e Ernest Renan, o livro mostra a total incompatibilidade entre Javé e Jesus. O link foi uma fatalidade histórica porque até 150 DC, todos os discípulos eram judeus. “Sem nada escrito, Jesus foi ligado ao Velho Testamento por dois elos frágeis: as canções do servo de Isaias 2 e as compilações apocalípticas de Daniel, que são desesperadas — ao estilo do judaísmo dos tempos das guerras macabéias”.

“Sempre fui um jurista voltado ao mundo do Direito, que é técnica, ciência e arte de organizar sociedades e planificar comportamentos, premiando os desejáveis e punindo os indesejáveis. Mas, ao mesmo tempo, sempre fui um ávido leitor de livros sobre História, Política, Ética, Filosofia, Sociologia, Psicologia, Economia e Religião”, conta. Por conta deste interesse, o advogado teve a ideia de organizar um livro movimentando e interligando autores consagrados dessas áreas do conhecimento humano.

O autor
Advogado e professor Sacha Calmon Navarro Coelho é sócio titular do escritório Sacha Calmon, Misabel Derzi Consultores e Advogados. Publicou mais de 50 livros na área de Direito Tributário, especialmente o Curso de Direito Tributário Brasileiro. Destaque entre os maiores advogados tributaristas em atividade no Brasil, Calmon é hoje professor-titular de Direito Financeiro e Tributário da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro); antes, foi por 30 anos (1974 a 2004) professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Foi juiz federal, tendo passado em primeiro lugar entre 1.726 candidatos em 1986.

Serviço:
Lançamento do livro A História da Mitologia Judaico-Cristã
Dia: 25/3, às 19h30
Hora: a partir das 19h30
Local: Rua Bahia, 1.282, Higienópolis, São Paulo.
Preço: R$ 99

Revista Consultor Jurídico, 25 de março de 2010, 5h12

Comentários de leitores

3 comentários

Talvez Sacha Calmon esteja desatualizado

Júlio César Cerdeira Ferreira (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

É inevitável concordar com os comentaristas Hegel e Luis Carlos. Pontuaram corretamente. Não dá para concordar com algumas assertivas do tributarista em sua nova obra. Por isso, vale a pena conferir:
http://arqueologiabiblica.blogspot.com/2007/05/usos-e-costumes-patriarcais.html

Mais um samba de crioulo doido?...

Luiz Carlos Siqueira Campos (Professor)

Realmente, a vida cultural brasileira é muito peculiar, rica e variegada, criativa e irreverente!
De há muito nos libertamos do engessamento dos formalismos cartesianos, dos logicismos estéreis, das especializações limitadoras e sufocantes.
Para nós, nada há de tão intelectualmente instigante, excitante, quanto ver um jogador de futebol dar palpites filosóficos, uma vedete falar de jurisprudência, um sacerdote dar show de rock, um político dar lições de teologia e moral.
Não o digo apenas por ironia. Há realmente em nosso patrimônio psicológico hereditário uma versatilidade incomum, uma aptidão para discernir analogias entre os mais diversos ramos do saber que faz com que o "palpite" do brasileiro mereça menos descrédito da parte das culturas ditas "clássicas".
Mas se o palpite cai bem quando se discute política ou futebol em uma mesa regada a cerveja e gracejos, seu valor desaparece, ele se torna quase sacrilégio se pretende desvirtuar valores que merecem atenção séria, respeitosa de seu caráter basilar.
Entre esses valores fundamentais, figura como mais profundo a religião, cujo respeito sempre foi um dos traços característicos do convívio brasileiro.
Não li nem lerei o que o autor apresenta como argumento para tentar demolir (!)o majestoso edifício da tradição judaico-cristã. Tentativa, como tantas, votada a inevitável fracasso.
Aproveito apenas a fortuita ocasião para levantar este problema criteriológico para ajudar algum eventual leitor a se desvencilhar da superficialidade que tanto macula nossa produção intelectual.

Alguns nomes ausentes...

Leitor1 (Outros)

Muito interessante a obra. É fato, porém, que um estudo com pretensões exaustivas demandaria bilhões de páginas e uma vida dedicada apenas a isto. De qualquer modo, lerei a obra.
Lamento que, na lista de autores acima, os nomes de Agostinho; Tomás de Aquino; Fulton J. Sheen; Werner Jaeger; Michel Foucault Carl Gustav Jung, dentre outros, não tenham sido aludidos... Não há como tratar seriamente a mitologia (e também o catolicismo) sem um lançar de olhos sobre tais autores.

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