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Vara federal cria modelo inovador de tramitação de processo
Quero ver com mais de 6.000 como é o caso de muitas varas federais...........
O que é preciso é simplificar e isto é louvável. No entanto é preciso ter mais pessoal para isto.
raimundo Girelli
Desde 2006 que no JECC a parte já tem absoluto controle do processo, sabendo as datas da audiência e sendo intimada da data em que será publicada a senteça do seu processo, a maioria em menos de um ano.
Tal método foi desenvolvido visando dimunuir o trabalho administrativo, eis que as partes são intimadas pessoalmente na audiência de conciliação ou de instrução, se necessária,da data em que a sentença será proferida.
Nossa carência de equipamentos e servidores impôs tal proceder, realidade bem diferente da Justiça Federal.
Portanto, não existe pioneirismo na prática.
Desde 2006 que no JECC a parte já tem absoluto controle do processo, sabendo as datas da audiência e sendo intimada da data em que será publicada a senteça do seu processo, a maioria em menos de um ano.
Tal método foi desenvolvido visando dimunuir o trabalho administrativo, eis que as partes são intimadas pessoalmente na audiência de conciliação ou de instrução, se necessária,da data em que a sentença será proferida.
Nossa carência de equipamentos e servidores impôs tal proceder, realidade bem diferente da Justiça Federal.
Portanto, não existe pioneirismo na prática.
Parabéns ao juiz Ali Mazloum e que seus superiores cobrem dos outros juizes tais atitudes dignas de serem seguidas pelos seus pares.
Parabéns ao juiz Ali Mazloum e que seus superiores cobrem dos outros juizes tais atitudes dignas de serem seguidas pelos seus pares.
Não é combatendo o efeito que se eliminará a causa: a) diminuir a prescrição para reduzir as execuções fiscais; b) diminuir os recursos para encurtar o tempo de tramitação dos processos; c) acabar com o habeas corpus (como sugerido por um juiz) e prender e condenar para só então permitir que o preso e o condenado saiba porque, para diminuir o crime.
O técnico judicial é negativa do juiz natural que não consegue fazer cognição dessa montanha de autos que cresce em ordem geométrica, nem com leitura dinâmica. Uma andorinha só não faz verão. Enaltecer o juiz que me parece mágico sem explicar como, qual o truque, qual o modelo, qual o método é bazofia. Me engana que eu gosto? Parem com isso, propaganda enganosa. Olha a falta de respeito com o público e constitucional.
Não há o emprego de tecnologia, nem qualquer outro macete...
Neste contexto, o que seria uma prática inovadora? Cumprir a lei? Obedecer os prazos legais?
O assunto da "eficiência judiciária" é instigante e merece outras abordagens, que divulguem as boas práticas. A CONJUR perdeu uma excelente oportunidade de expor quais são as práticas e rotinas do chamado “processo cidadão”.
Até lá, resta-me dar parabéns ao Juiz pelo cumprimento da META e pela homenagem recebida do CONJUR.
Fala em método inovador, mas não explica qual seria.
Afinal, quais são as técnicas ou práticas levadas a efeito pelo Magistrado, de "forma inovadora"? Cumprir a lei? Obedecer os prazos processuais?
O assunto "eficiência judiciária" é instigante e poderia render outros textos, com a divulgação de boas práticas neste sentido.
Até que isto ocorra, resta-me parabenizar o Magistrado, pelo cumprimento da META e pela homenagem recebida do CONJUR.
É preciso que os juizes tenha coragem (iniciativa) para sentenciar (ou bem para um lado, ou bem para o outro), mas que decidam. É preciso que os advogados parem de cultuar a ideia de que quanto mais demorado o processo, melhor para o cliente. É preciso que os serventuários tenham coragem de fazer o processo caminhar. É necessário que o Ministério Público pronuncie-se com brevidade, quando precisar falar no processo.
Enfim, É PRECISO MUDAR A POSTURA.
CONTUDO, administrar uma vara com 600 processos (que sejam os 1300 anteriores, não importa), é o sonho de qualquer juiz estadual paulista.
AINDA MAIS SE HOUVER ASSESSORES PARA AJUDAR NO TRABALHO, COMO É O CASO DA JUSTIÇA FEDERAL.
Enquanto isso, no MUNDO REAL da Justiça Estadual, o povo e os juízes sofrem.
O povo, porque 95% dos seus problemas são resolvidos pela Justiça Estadual, não pela federal.
Os Juízes, porque não aguentam mais enxugar gelo numa estrutura podre, sem auxiliares em gabinete e com escreventes mal pagos e despreperados, tudo isso diante da maior carga de trabalho do mundo. Em São Paulo, lembrem-se, há um processo para cada 2,15 paulistas (NA JUSTIÇA ESTADUAL, claro).
A minha comarca é uma das MENORES do Estado. Possui 4.300 processos, todos concentrados em uma vara única. Sou, ao mesmo tempo, juiz eleitoral, civil e criminal, incluindo o juizado especial cível e criminal. Não disponho de um único assessor para ajudar com os casos mais simples e repetitivos, ao contrário da Justiça federal, onde cada juiz conta com ao menos dois asessores (muito justo), mesmo quando sua carga de trabalho, comparada com a nossa, é pífia.
Pobre Justiça estadual. Está falida.
Por isso, para o Poder Judiciário ser celere, não precisa de mágica, precisa somente acabar com a vaidade de alguns membros que só querem aparecer na mídia mais que seu próprio trabalho.
Comentários encerrados em 26/03/2010
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