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Ministros do Supremo elegem nova presidência nesta quarta-feira
O ministro Gilmar Mendes não se pautou por essa conduta. E seu lance mais polemico foi a libertação de um outro polemico cidadão brasileiro, em dois céleres HCs, distanciando-se de uma sumula do próprio Supremo. E sua incontrolável vocação a comentar materias em julgamento pelo supremo, antes da decisão. A falta de formação de juiz em sua biografia (passou de advogado geral da União diretamente ao Supremo), gerou muitas dessas suas caracteristicas pessoais, que superaram a necessidade de um presidente do Supremo inspirar confiança, estabilidade e seguranã jurídica.
E o espirito de corporação que prevalece no Supremo, acabou por passar a essa Egrégia Casa a mesma pecha.
Para bem ou para o mal do país, termina aqui uma fase do amadurecimento da democracia pátria.
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O Presidente do STF fica submetido, pois, a grande exposição; servindo também de exemplo para os demais juízes. Fala em nome do STF e, de certo modo, também em nome dos demais juízes (ainda que apenas impropriamente seja considerado Chefe do Judiciário; eis que juízes não estão submetidos à vida castrence. Judiciário não é exército).
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Tanto por isso - dada a relevância do cargo - é que essa alternância obrigatória, a cada 02 anos, não soa razoável. Uma coisa é ser MINISTRO do STF; coisa distinta é ser PRESIDENTE da Corte; eis que há pessoas que - conquanto bons juízes - não nasceram para o exercício de funções administrativas. Certas pessoas - conquanto bons juízes - não se prestam a imprimir celeridade; a dar vazão aos anseios coletivos, etc.
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Essa eleição pro forma parece inadequada, ademais. Trata-se de simples ritual; fadado a confirmar o critério da antiguidade (como se todo Ministro fosse, tão só por isso, talhado para exercer a Presidência da Corte). É fato que isso inibe conflitos internos no Supremo. Mas traz outras consequencias; não tão boas (basta imaginar solução semelhante no âmbito dos Tribunais de Justiça).
Comentários encerrados em 17/03/2010
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