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7 março 2010
Suspeita de vazamento
Segunda fase de Exame da Ordem é anulada
O resultado da reunião a portas fechadas do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, com os presidentes das seccionais, neste domingo (7/3), na sede da OAB, foi o anulamento da segunda fase do exame que habilita bacharéis de Direito a exercer a advocacia. A decisão foi tomada para que seja garantida a credibilidade do exame. As informações são da Agência Brasil.
No dia 28 de fevereiro, em Osasco (SP), um candidato foi flagrado com as respostas de cinco antes da aplicação da segunda fase da prova prática de direito penal que faz parte do exame. O candidato estava com as respostas escritas em um folha de papel escondida em um livro de consulta. Ele foi retirado da sala de prova, mas não revelou como conseguiu as informações. Na ocasião, a OAB em São Paulo suspendeu a correção da prova e a divulgação dos resultados.
“Não consta anulação parcial de uma prova nacional. Se vazou em um lugar, pode ter vazado em outro. É melhor pecar pelo excesso do que pela omissão”, afirmou o presidente. De todas as seccionais, apenas os estados de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul votaram pela anulação apenas da prova de direito penal. Esta foi a primeira vez que o exame é aplicado de forma unificada em todo os estados e no Distrito Federal.
De acordo com Cavalcante, há uma sindicância interna no Cespe, entidade organizadora do exame, para descobrir a origem do vazamento. Além disso, a Polícia Federal também investiga o caso. O presidente da OAB descartou qualquer irregularidade na comissão responsável pelo exame na seccional de São Paulo.
Nova prova
Está marcada para o dia 11 de abril a prova que substituirá a anterior. Não será necessário fazer nova inscrição. Os candidatos serão comunicados da data por meio de editais publicados em jornais de grande circulação pelo Cespe. O custo da nova prova, cerca de R$ 500 mil, ficará por conta do Cespe.
Revista Consultor Jurídico, 7 de março de 2010
Comentários
Comentários de leitores: 10 comentários
VERGONHA NACIONAL
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Se a OAB preocupasse somente com os ditames da Lei 8.906/94; seria trabalho demais para a entidade, mas fica procurando holofotes para suas promíscuas manifestações. Levou "tinta" no impedimento do "honesto Arruda".
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Valho-me de uma frase apropriada, apesar de seu autor ser reconhecidamente preconceituoso: "É uma vergonha!"
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A quem interessa a unificação? O Amigo URSO embarcou nesta fria por pretensões políticas, etc.
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A regionalização não seria uma medida mais eficaz? Na questão em comento, milhares de pessoas foram prejudicadas, por incompetência da OAB e do CESPE que, ademais, arrecada fortuna com os R$ 180,00 de cada colega. Caso de "clássico 171"!
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E as pessoas que se deslocaram em distâncias consideráveis para se submeter à fraude? Certamente a OAB determinará, com toda autoridade AUTORITÁRIA: Cosnta do edital que não serão ressarcidos em nenhuma hipótese! É o Estado Decorático de Direito, uma vergonha.
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Em SP casos de fraudes são comuns. Recentemente houve fraude em Santos(smj). A questão teve uma solução? Quem teve conhecimento dela? Na oportunidade a VUNESP foi afastada da elaboração da prova; será o caso de afastar também o competente CESPE?
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Aliás, em matéria de atendimento ao candidato o CESPE é imbatível. Não há companhia telefônica que o supere!
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A unificação é boa apenas para o CESPE que arrecada MUITO, elabora apenas uma prova, ridícula e, não zela pela seu sigilo.
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A decisão do zeloso Colégio de Presidentes, segundo a matéria, foi tomada democráticamente, a exemplo daquele perpetrados a partir de 13/12/1968, tão combatidos pela OAB, de outrora; não a submissa de hoje com "portas fechadas".Publicidade dos atos?
exame da OAB e o justo paga pelo pecador
dinarte bonetti
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