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Bacharéis pedem que Exame da OAB não seja cancelado
Ps. No afã, equivoquei-me com os pronomes. deveria ser "Saia da tua tumba, Caro Aluísio, ou roubam-te a pena!"
José de Alencar, em O guarani: "Não há dúvida, disse D. Antônio de Mariz, na sua cega dedicação por Cecília quis fazer-lhe a vontade com risco de vida."
Querem mais?
Tem gente que acha que só porque o Prof. Pasquale disse uma bobagem qualquer ela é uma verdade absoluta.
FRMartins
Segundo o professor de português Cláudio Moreno: "volta e meia, aparece um maluco disposto a reinventar a roda e a encontrar “erros” no Português que já era falado pela avó da minha bisavó e pelos demais antepassados — incultos, cultos ou cultíssimos".
"O que esses fanáticos não sabem (até porque, em sua grande maioria, pouco estudo têm de Lingüística e de Gramática) é que, mesmo que a forma que eles defendem seja aceitável, a outra, que eles condenam, já existia muito antes do dia em que eles próprios vieram a este mundo para nos incomodar. Os falantes do Português sempre interpretaram esta expressão como a forma elíptica de “risco de perder a vida”. Ao longo dos séculos, todos os que a empregaram e todos os que a ouviram sabiam exatamente do que se tratava: pôr a vida em risco, arriscar a vida. Assim aparece na Corte na Aldeia, de Francisco Rodrigues Lobo; nas Décadas, de João de Barros; em Machado (”Salvar uma criança com risco da própria vida…” — Quincas Borba); em Joaquim Nabuco; em Alencar; em Coelho Neto; em Camilo Castelo Branco e Eça de Queirós; na Bíblia, traduzida por João Ferreira de Almeida no séc. 17 (”Ainda que cometesse mentira a risco da minha vida, nem por isso coisa nenhuma se esconderia ao rei” - II Samuel 18:13); e assim por diante. Além disso, nossas leis falam em “gratificação por risco de vida“, o Código de Ética Médico fala de “iminente risco de vida” e o dicionário do Houaiss, no verbete “risco”, exemplifica com risco de vida.
Em vez de ficarem repetindo tudo o que se ouve por ai, estudem! Estudo não faz mal e evita vexames.
É verdade que 5 anos de faculdade não garantem a aprovação, já que a maioria das escolas de direito sequer cumprem a grade do MEC. E tome cursinho...
Quem já passou, vai passar de novo. Ou não? Será que os atuais advogados passariam no exame de Ordem?
A OAB acabou por se imiscuir em materia que originalmente não era de sua competencia, pelo viés errado. Ao inventar o exame de ordem, quiz corrigir o problema do pessimo nivel das escolas. Ao inves de acionar o MEC para que melhor fiscalizasse a qualidade dos cursos de Direito, inventou uma saida que toma seu tempo, e a envolve em questões desse porte: fraude em provas.
A OAB tem um passado de lutas pela democracia, de defesa do Advogado, que são memoráveis. Hoje luta para que bacharel não cole em exame de Ordem.
É por isto que precisa ter exame da OAB, para evitar analfabetos funcionais no Direito.
Optando pelo cancelamento, a OAB, com certeza, será alvo de uma quantidade enorme de Mandados de Segurança e/ou Processos Cíveis.
Os fatos devem ser apurados e punidos somente os responsáveis.
Até porque, o Exame da Ordem teve suas regras definidas em Edital e se este não prevê o cancelamento, tal medida é ilegal.
Se houve fraude, a responsabilidade é exclusiva do CESPE-UnB, e não dos Bacharéis que fizeram a prova com competência e lisura.
Comentários encerrados em 15/03/2010
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