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Necessidade de debate

Fim do Exame de Ordem sai de pauta do Senado

O projeto de lei que pretende extinguir o Exame de Ordem, previsto para ser votado nesta terça-feira (2/3), foi retirado da pauta. O PLS 186/06 estava na pauta da Comissão de Educação, Cultura e Esportes do Senado, mas foi retirado pelo seu relator, o senador Marconi Perillo (PSDB-GO). Ele quer examinar melhor o assunto.

O projeto do senador Gilvam Borges (PMDB) foi apresentado em 2006. De acordo com a proposta, o formando que comprovar alguma experiência no exercício da advocacia, em um prazo de dois anos, fica livre da prova. Após receber manifestações dos colegas, o senador retirou o PLS da pauta para que haja um debate mais amplo sobre o tema, especialmente com a Ordem dos Advogados do Brasil.

Uma alternativa apresentada pelo relator para solucionar a questão é a isenção do pagamento de novo exame no prazo de um ano. Por exemplo, o candidato foi aprovado na primeira fase, mas recusado na segunda, tem um prazo de um ano para refazer a segunda fase sem ter que pagar novamente o Exame.

O Exame de Ordem aplicado em janeiro de 2010 contou com mais de 80 mil inscritos. Em média, de acordo com a Ordem dos Advogados do Brasil, apenas 19% dos candidatos conseguem passar na prova, que conta com duas fases. Com informações da Assessoria de Imprensa do Senado.

Revista Consultor Jurídico, 2 de março de 2010, 16h27

Comentários de leitores

16 comentários

A favor do Exame, mas...

Gabriel (Bacharel)

Logrei êxito no Exame da Ordem, contudo exerço atividade incompatível com a advocacia. Prestei o Exame porque queria me testar. Via essa prova como uma etapa que eu tinha que ultrapassar. Todo bacharel deve tentar passar por esse teste. Acho estimulante para os estudos.
Sou a favor do Exame da Ordem, porém com taxa de inscrição a R$ 20,00, no máximo. Seria bom também que todos fossem reavaliados a cada 5 anos.

OAB

Andrea Ferreira (Bacharel)

Li todos os comentarios deste topico. Dos mais calmos aos mais exarcebados, todos tem alguma razão.Sou bacharel em direito, ja prestei 4 exames. No exame 2009/2 passei para a segunda fase, opção direito do trabalho. Por questão de nomenclatura da peça fui reprovada. Tive o capricho de levar minha peça para um juiz do trabalho analizar. Na visão dele, a peça apresentava se coerente com o problema Pproposto. Entretanto, o examinador, o qual não temos noção de sua qualificação e experiencia,não teve a mesma opnião, classificando minha peça como INADEQUADA.
Dito isso, afirmo que concordo em termos com o exame, desde que ele fosse justo, coerente, sem margem de erros. Sem exageros no grau de dificuldade. Sem pegadinhas absurdas. E que todos os advogados fossem obrigados a submeter se ao exame. Os que se formaram antes do advento da lei que o tornou obrigatorio, bons ou ruins ai estão adovgando livremente. E se é para aferir conhecimentos pós faculdade, que se extenda a todos os cursos universitarios. Por que do jeito que esta, sou obrigada a concordar que sua finalidade principal é ser uma maquina caça niqueis. Nunca fui aluna mediana, nunca deixei de estar nas aulas para estar em botequins. Nunca plagiei os trabalhos exigidos. Atribuo minhas sucessivas reprovações ao modo hipocrito como o exame é tratado, onde se exige do candidato que em 4 horas demonstre, entre pegadinhas e questões mal elaboradas, o conhecimento contido em todos os ramos do direito, inclusive detalhes minimos dos codigos legais (que vivem as voltas com alterações). A prova pratica não leva em consideração a pratica da vida real, onde para um mesmo problema ha varias alternativas para sua solução. A certeza que o debate me traz é que mudanças são necessárias, e urgentes.

Exame necessário

PLS (Outros)

Se é necessário, que deixem o MEC fazê-lo!!!
E por que não é necessário para médicos, que lidam com a vida e não o patrimônio? Por que ninguém enfrenta essa realidade?

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