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Deputado vai à Corregedoria do TJ-PE questionar mérito de sentença
Recurso: BENTO XVI
A questão é que a hermenêutica do caso concreto acabou levando à idéia de que a lei ao invés de ser cumprida nada mais seria que um pretexto sobre a qual exalam as mais diversas interpretações. Isso resultou que mais importante que a lei passou a ser a interpretação da lei, no que descambou para decisões judiciais que não raramente estão muito longe da letra expressa da lei. A manifestação de uma situação crônica que atualmente até tem uma expressão: ativismo judiciário.
O CNJ tem relativizado a questão da liberdade de interpretação em decisões judiciais pela simples razão que a interpretação pode conduzir exatamente a uma conclusão oposta à expressa pela lei. Se isso prevalecer, não se cumpre mais a lei mas a interpretação da lei, o que é incompatível com o caráter republicano da justiça atual.
Foi-se o tempo em que os jurisdicionados deveriam simplesmente sujeitar-se a uma interpretação subjetiva de um magistrado, sem poderem procurar seus direitos perante os órgãos competentes para lhes fiscalizar.
Não obstante polêmica, a postura do deputado parece ter sido de questionar os limites e a legitimidade de certas interpretações da justiça,algo que atualmente pode ser identificado como um movimento de oposição ao ativismo da justiça. É uma tarefa árdua, mas que precisava ser iniciada e por em termos claros em saber em até que ponto a interpretação da lei é legítima e realmente cumpre a lei.
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