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Caminhos diplomáticos

Obama abandona doutrina de guerra contra o terror

O presidente norte-americano Barack Obama anunciará, nesta quinta-feira (27/5), uma nova Estratégia de Segurança Nacional. Segundo informações divulgadas pela agência AFP, o documento que será divulgado abandona a expressão “guerra ao terror”, insistindo que o uso da força por si só não pode garantir a segurança dos Estados Unidos. A notícia é do Uol.

O documento que avalia as ameaças contra o país considera a Al-Qaeda seu principal inimigo. "Sempre tentaremos deslegitimar o uso do terrorismo e isolar aqueles que o praticam", afirma o documento de 52 páginas que abandona oficialmente a retórica elaborada pela administração George W. Bush. "Não é uma guerra mundial contra uma tática - o terrorismo - ou uma religião - o islamismo", afirma o texto. "Nós estamos em guerra contra uma rede específica, a Al-Qaeda, e os terroristas que apoiam seus esforços de atacar os Estados Unidos e nossos aliados."

O texto destaca a ameaças que representam os indivíduos radicais que não têm o perfil tradicional dos terroristas, como o jovem nigeriano que tentou explodir um avião em território americano no Natal, ou o pai de família americano de origem paquistanesa suspeito de ter planejado um atentado com carro-bomba em Nova York no último 1º de maio. "Nossa melhor defesa contra essa ameaça reside em famílias, comunidades locais e instituições bem equipadas e informadas", informou o documento, completando que "o governo vai investir em espionagem".

Outros eixos da nova doutrina são a luta contra as crises econômicas e o aquecimento global, cujas consequências colocam em perigo a segurança dos Estados Unidos. O documento tende a redefinir o que será a política externa americana depois de duas sangrentas guerras no Iraque e no Afeganistão e uma crise econômica mundial, enquanto planeja avaliar precisamente os interesses americanos no exterior, assim como o uso da força, designando diversas ameaças, desde a ciberguerra até as epidemias, passando pelas desigualdades.

Para alcançar esses objetivos, a nova estratégia propõe apoiar-se na força militar, mas também na diplomacia, nos contatos econômicos, na ajuda ao desenvolvimento e na educação, ao mesmo tempo que defende um enfoque "sem ilusão" nas relações com os inimigos dos Estados Unidos, como Irã e Coreia do Norte. O documento mantém a possibilidade para Washington de empreender ações militares unilaterais, mas sob condições mais estritas que durante a era Bush.

Revista Consultor Jurídico, 27 de maio de 2010, 16h58

Comentários de leitores

1 comentário

O que seria guerra contra o terror ?

Deusarino de Melo (Consultor)

Os termos guerra e estratégia combinam adequadamente às referências bélicas. O que não combina com qualquer idéia de PAZ, INTELIGÊNCIA, DIPLOMACIA, dentre outras, é o termo terrorismo, também ausente de qualquer pensamento ou ideal de CIVILIZAÇÃO, NORMALIDADE e GOVERNO.
A atividade diplomática deve impor, com inteligência, a todos os governos existentes, uma condição "sine qua non" para sua aceitação em qualquer organização de qualquer espécie em qualquer local, o banimento da atividade terrorista em seu solo e sua abstenção em todas possíveis defesas a integrantes de grupos para esse mister, a partir do princípio de que o terrorista não tem pátria, não tem amor e conseqüentemente, não tem religião, o que o tornaria, internacionalmente, um ser descaracterizado e desqualificado enquadrado como "anômalo polivalente", indígno de permanecer em liberdade sob qualquer bandeira ou regime social e político. Condenado à pena de prisão perpétua, permaneceria sob cuidados médicos pelo restante de sua existência, em regime fechado. Seria, ,pois, responsabilidade de toda nação, capturar e encarcerar quem manifestasse tal idéia ou comportamento, sendo vedada a disseminação de tais ideais e similaridades, com a contrapartida do ensinamento, desde a mais tenra idade, em todas as oportunidades surgidas, de sentimentos humanitários, do amor ao próximo e do respeito à liberdade por direito de ser livre cidadão.
O amor contrói! A cidadania permite vida útil! Terrorismo, nunca mais!!!

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