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Greve na Justiça

OAB pede que TJ suspenda prazos processuais

A greve dos serventuários do Judiciário paulista conta com adesão de 30%, uma semana depois de sua deflagração. A avaliação é resultado de levantamento feito junto às subsecções da Ordem dos Advogados do Brasil no estado. O dado preocupa o presidente da OAB SP, Luiz Flávio Borges D'Urso que enviou ofício ao Tribunal de Justiça de São Paulo nesta quarta-feira (5/5), solicitando a suspensão dos prazos processuais.

Segundo o presidente da Seccional Paulista da OAB, os problemas decorrentes da paralisação dos funcionários do Judiciário estadual, em greve desde o dia 28 de abril, já estão sendo sentidos em muitas comarcas importantes, como Ribeirão Preto e Campinas, onde se estima uma adesão acima da média.

” Na maioria das comarcas do Estado, os serviços nos protocolos e distribuidores estão prejudicados com a falta de funcionários e longas filas. Muitas audiências vêm sendo suspensas e os Cartórios estão trabalhando de forma deficiente, aumentando a lentidão do serviço prestado, disse o presidente da OAB-SP.

Segundo ele, nos foros mais importantes do estado, como os das regiões do ABCD, Presidente Prudente e São José dos Campos, a adesão à greve é baixa, mas como os advogados trabalham com prazos, esses pontos de estrangulamento estão prejudicando o pleno exercício profissional e a defesa do jurisdicionado. “Isso justifica a suspensão dos prazos processuais no Estado”, explica D´Urso.

A OAB-SP considera justas as reivindicações dos servidores da Justiça, de reposição salarial (20,16%), plano de cargos e carreira e melhores condições de trabalho, mas não apoia a paralização dos trabalhos. “Não podemos admitir a greve que fecha os fóruns, impede os advogados de realizar seu trabalho e tira do cidadão a possibilidade de ter seu direito assegurado judicialmente”.

Revista Consultor Jurídico, 5 de maio de 2010, 21h22

Comentários de leitores

12 comentários

Os motivos da greve

E. COELHO (Jornalista)

Antes de fazer comentários simplórios ou até ofensivos seria de bom alvitre conhecer os motivos da greve dos funcionários do Poder Judiciário.
.
Li a pauta de reclamações e reivindicações na Praça João Mendes e sou totalmente favorável à greve. Desejo boa sorte aos valentes e sofridos funcionários da Justiça.

VIVA A GREVE !

Raul Haidar (Advogado Autônomo)

Há vários dias meu escritório e vários clientes sofrem prejuizos com a greve. Mesmo assim, estou solidário com os servidores do judiciário. A greve é justa e os numeros mencionados no comentário de ontem são verdadeiros. O governo paulista trata miseravelmente seus funcionarios, em todos os setores. Essa é a regra. Isso não ocorre só no Judiciário, mas também na educação, na polícia (civil e militar), etc. Além disso, há precariedade nos locais de trabalho, expondo os funcionários a riscos diversos. Já vi em cidade do interior cartório judicial funcionando em porão infecto. O "anexo fiscal" da capital, na Praça Almeida Junior, foi instalado em prédio inadequado, que já sofre trincas e rachaduras. Enquanto isso, preocupa-se o governo em instalar museus de necessidade duvidosa no Ibirapuera, em projetos megalômanos relacionados com dança, em obras suntuosas que viabilizem placas e discursos, em propaganda desnecessária (a Sabesp tem concorrentes?), etc. Nossa solidariedade aos servidores. Se houver entre eles alguns que pouco fazem, cabe ao governo identificá-los e puni-los. Mas nós, advogados, devemos ser solidários com os que sofrem injustiça. Portanto, VIVA A GREVE!

"...E a luta continua companheiros..."

Fernanda Fernandes Estrela (Assessor Técnico)

Sr. Douglas,
Faltou corrigir-lhe nisto:
- o senhor sabe exatamente o que escreveu; está registrado e não há como apagar; olha que legal, persistirá aqui "forever".
- não estou em greve; ao contrário, estou trabalhando; o que não me impede de escrever sobre o movimento e apoiá-lo;
- quanto ao Drª e títulos... são títulos, que chamados à baila quando necessário, para lembrar os menos desavisados que não está aqui do outro lado do monitor uma "moleca". Mas só em casos especiais, como o seu.
- quanto aos bancos, não preciso puxar saco de ninguém, e não foi o que fiz e você bem sabe disto, está escrito e registrado, também; porém, é bem sabido o quanto é penoso ser bancário e falar sobre isto não é crime, tampouco desonra quaisquer direitos humanos ou mesmo a CF/88, dos quais tenho "algum" conhecimento. Logo, não use de subterfúgios e palavras distorcidas para alterar aquilo que está escrito.
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Dema disso, tenho passado muito bem e assim continuarei, porque não me estresso com comentários aqui, uma vez que eu não venho à internet manifestar frustrações, mas tão somente idéias e ideais.
Como já dito: take care.
And... forget me, please!
Be happy!

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