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SEGUNDA LEITURA: Juízes de carreira são esquecidos para vaga no STF
Um cliente encontra na rua seu advogado.
- Dr., o Senhor está morto!
- Há de fato um engano, como pode ver estou bem vivo.
- Absolutamente não, isso é falso, você não está vivo. Quem me informou da sua morte foi um Juiz, e ele tem muito mais autoridade e é muito mais confiável que o senhor! Logo você está morto!
A propósito esperava-se que em determinados cursos houvesse mais apego à lógica formal.
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Muito bem, por aí vemos como anda nossa magistratura, ou seja, é pelos espíritos que baixam por aí que demonstra-se o acerto do que aprendem os juízes (ahahaha).
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Não obstante, agora, falando seriamente, veja-se que o juiz em questão mostra que não sabe argumentar, dado que para declinar a razão de serem os juízes melhores do que os advogados enuncia o compromisso moral, como se isto propiciasse excelência intelectual (que é o que estava em questão) e os advogados não tivessem no mesmo grau tal compromisso. Piora ainda quando pensamos que concurso algum indulta moralmente ninguém para que se creia qua os juízes tenham tal estatura moral.
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Não quero crer que o Magist tenha um ponto de vista tão infantil e leigo como é pensar que o advogado, por defender uma das partes, não o possa fazer com elevado sentido moral quando o faz.
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Magist, tudo que peço a você é que continue escrevendo sempre..desopila-me o fígado!
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Muito bem, por aí vemos como anda nossa magistratura, ou seja, é pelo que os espíritos que baixam por aí que demonstra-se o acerto do que aprendem os juízes (ahahaha).
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Não obstante, agora, falando seriamente, veja-se que o juiz em questão mostra que não sabe argumentar, dado que para declinar a razão de serem os juízes melhores do que os advogados enuncia o compromisso moral, como se isto propiciasse excelência intelectual (que é o que estava em questão) e os advogados não tivessem no mesmo grau tal compromisso. Piora ainda quando pensamos que concurso algum indulta moralmente ninguém para que se creia qua os juízes tenham tal estatura moral.
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Não quero crer que o Magist tenha um ponto de vista tão infantil e leigo como é pensar que o advogado, por defender uma das partes, não o possa fazer com elevado sentido moral quando o faz.
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Magist, tudo que peço a você é que continue escrevendo sempre..desopila-me o fígado!
Para os que ainda não se "tocaram", toda a frota de veículos no Estado de São Paulo é apenas cerca de 65% do total de PROCESSOS judiciais no mesmo Estado.
Gostaria muito de ver certos RÁBULAS realizando seis ou sete audiências diárias, com paciência e atenção; proferindo quatro sentenças por dia, com o cuidado de ler minuciosamente os autos; corrigir e assinar mais de sessenta despachos de expediente ou interlocutórios, esforçando-se para que nada saia errado E SABENDO QUE O DIA SEGUINTE SERÁ IGUAL. É o que a maioria de nós faz, com muito esforço.
Não estou reclamando. Só estou expondo uma atividade que muitos criticam sem conhecer e, dentre esses, POUQUÍSSIMOS seriam capazes de enfrentar.
FINALIZANDO: Um bom juiz não é melhor do que um bom advogado. Um bom advogado não é melhor do que um bom juiz. Ambos se devem respeito e consideração mútua. MAS CADA UM NA SUA ATIVIDADE, COM AS SUAS OBRIGAÇÕES, DEVERES, RESPONSABILIDADES E PRERROGATIVAS ESPECÍFICAS.
Sou CONTRA o quinto nos tribunais, mas A FAVOR do terço constitucional no STJ e (lege ferenda) no STF.
Em toda profissão existem bons e maus profissionais.
Se há maus juízes, felizmente eles são a minoria, uma vez que a média de reforma de decisões judiciais (critério enganoso) é de cerca de um quarto e o número de magistrados representados e punidos no CNJ (critério melhor) não chega a um por cento do total de juízes.
E os advogados? Será que a maioria deles está preparada para exercer a profissão????
Como disse o articulista, não faltam exemplos de magistrados, nos tribunais e na primeira instância, capazes de integrar o STF. Mas tais pessoas são esquecidas simplesmente porque não se submetem ao ridículo de fazer marketing pessoal, a troco de sabe-se lá o quê. São juízes de verdade, não de palco.
Outra coisa: o viés político, no STF, deve ser menos marcante que o técnico. A Constituição deve ser interpretada conforme o Direito, e não as conveniências de momento.
E ao doutor Sérgio, que é um verdadeiro e respeitável advogado: Os juízes não são melhores porque passaram em um concurso difícil e "dogmático". Eles o são à medida que vão, dia após dia, audiência após audiência, sentença após sentença, aprendendo o que Emanuel ensinou a Francisco Cândido Xavier (em outras palavras): FAZER O BEM É UMA OBRIGAÇÃO QUE SÓ CRESCE PARA QUEM SE PROPÕE A FAZÊ-LO. "QUANTO MAIS PUDERES, MAIS DE TI SERÁ COBRADO." Nós, juízes realmente compromissados, tentamos apaziguar as partes quando um ou outro advogado só pensa na sucumbência. Tentamos desvendar a realidade quando as versões, via de regra, são tendenciosas. Tentamos aplicar o Direito como forma de Justiça e pacificação, enquanto muitos o utilizam para fins escusos (CONTINUA).
Sou contra o Quinto também:quem quiser ser juiz que preste concurso público.
Infelizmente,essa Constituição de 88 foi feita por políticos.
Eu abaixo informei as lambanças de Juízes Singulares quais já estouraram na CIDH-OEA. Não deixaria de compartilhar mais um caso qual chegou no STJ.
RECURSO ESPECIAL Nº 684.532 - DF (a pergunta é, o que deu para o Magistrado no Tribunal?)
A verdade é que Magistratura virou um trabalho de carregação, trabalho de massa, e a política dos Tribunais exige acomodação dos Juízes, o déficit democrático não é apenas diante da sociedade, é um déficit democrático interno, inclusive. Para chegar a desembargador o Juiz de Primeira Instância tem de fazer muitas concessões, o que pode gerar vícios incompatíveis com uma cadeira no STF. Cada acórdão sem fundamentação, julgando fora dos autos, cada rompante de arrogância para com a Advocacia, cada sentença desprezando o jurisdicionado, ninguém quer mais o STF dos tempos dos Anos de Chumbo.
No mais é difícil competir com
Lenio Luiz Streck
Luís Roberto Barroso
Recentemente me propus a comprar e tentar dissecar a obra "Hermenêutica Jurídica e(m) Crise" do primeiro citado. Sem uma mínima noção de lógica formal e de elementos de filosofia da linguagem o livro se torna algo para fazer surtar mentes bitoladas, como não aceita leitura superficial. Tomando de empréstimo os conceitos de Lenio Streck, a esta fase de desenvolvimento do Judiciário, tudo, qualquer coisa menos platitude e tetos hermenêuticos e baixíssima constitucionalidade. No mais a ausência de Magistrados de carreira no STF pode ser reflexo do déficit democrático interno e externo dos Tribunais. É mais fácil encontrar "um culpado", qual nunca seja "o culpado".
A verdade é que uma vaga no Supremo demana muito mais uma sensibilidade político-institucional que um conhecimento meramente técnico-dogmático.
Não estou a afirmar que o conhecimento é dispensável, e que basta ser um bom político. Mas é que a formação dos magistrados de carreira, segundo creio, não é aquilo que deve ser preponderantemente exigido de um Ministro.
A atividade do Supremo é sim política, e sempre será. Como exigir conduta diferente de um órgão cuja função precípua é dar a última palavra sobre um documento que, muito embora seja norma, é político?
Quanto ao argumento de que precisam ser valorizados aqueles que entraram na magistratura, concordo. Mas repito: ser membro do Supremo Tribunal Federal não deve ser visto como um "prêmio" por uma bela carreira na judicatura, após anos julgado milhares de processos.
No mais, acedo com os já bem lançados comentários que me precederam.
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1) Não vê os lances assim como eles não lêem os autos.
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2) Decide o que lhe vem à cabeça independetemente da regra, como foi no caso da intervenção com o braço duas vezes, no gol de Luiz Fabiano, que mesmo tendo visto e ainda rido ao comentar com o jogador, manteve; igualzinho aos nossos juízes de direito que decidem o que querem independentemente da lei.
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3) Não faz caso às reclamações, por contínuas e violentas faltas dos jogadores que ele deixa de coibir e ainda expulsa quem nada fez; igualzinho aos nossos juízes que decidem sem fundamentar nada ou enfrentar argumento algum, fazendo o que lhes vêm à cabeça.
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4) Finalmente, assim como os juízes de direito brasileiros, o juiz francês de futebol não entende nada do nosso direito, sendo este o seu maior ponto em comum.
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Por estas e outras, nossos juízes e o juiz de futebol estão muito identificados.
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1) Não vê os lances assim como eles não lêem os autos
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2) Decide o que lhe vem à cabeça independetemente da regra, como foi no caso da intervenção com o braço duas vezes, no gol de Luiz Fabiano, que mesmo tendo visto e ainda rido ao comentar com o jogador, manteve; igualzinho aos nossos juízes de direito que decidem o que querem independentemente da lei.
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3) Não faz caso às reclamações, por contínuas e violentas faltas dos jogadores que ele deixa de coibir e ainda expulsa quem nada fez; igualzinho aos nossos juízes que decidem sem fundamentar nada ou enfrentar argumento algum, fazendo o que lhes vêm à cabeça.
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Por estas e outras, nossos juízes e o juiz de futebol estão no mesmo patamar.
Comentários encerrados em 28/06/2010
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