Greve no Judiciário é resultado de imperfeições dos Poderes

18/06/2010 23:57Antonio Grandi Filho (Cartorário)O FOCO
É este o caminho para a melhoria do judiciário, não é ficar discutindo se a greve é legal ou não....Buscar o foco e combater a alta investimento para podermos ter um judiciário mais eficiente e competente...é discutirmos a falta de servidores a falta de investimento em tecnologia e qualificação dos servidores...é sempre bom dizer que para acabar com a evazão de bons servidores para a justiça federal temos que melhorar o salário dos servidores, e neste caso até mesmo do magistrado...Vamos ao FOCO...convoco OAB, Tribunal de Justiça e Servidores para discussão de melhoria no Judiciário paulista.
17/06/2010 13:17Jose Antonio Dias (Advogado Sócio de Escritório - Civil)GREVE DO JUDICIÁRIO E OS PODERES DA REPÚBLICA
É claro que existe nesta republiqueta tres poderes: Executivo, legislativo e judiciário. Está na Carta Magna. Entretanto, o poder judiciário depende, financeiramente, do poder executivo. Os poderes executivo e o legislativo não têm o menor interesse na salvação do poder judiciário. Quanto pior o poder judiciário melhor para o poder executivo, seu melhor cliente. Muito apropriado e em boa hora este artigo do ilustre Juiz dr. Carlos Henrique Abrão, excelente Juiz do foro paulistano. Justa, justissima, a greve deflagrada pelos servidores do judiciário. Nosso total apoio.
16/06/2010 18:37Manfrei (Advogado Autônomo - Criminal)Chegou a hora do funcionário!!!
O TJ de SP já deu a devida atenção aos Juízes elevando suas remunerações, que hoje chegam a 19 mil reais iniciais, fora adicionais de sentenças de outra comarca, adicionais em razão de convocação em 2 [ Instância, etc... Portanto, a valorização dos Juízes já foi feita. Ninguém pode reclamar. quem reclamar que vai advogar para ver se é fácil. Agora chegou a vez do fiuncionário ser valorizado. É o funcionário que cuida do expediente judicial. 80 % dos processos são despachados pelo próprio cartório. Os funcionários do cartório é que levam o Judiciário nas costas. Chegou a hora de reconhecer e valorizar esse serviço. Tão importante quanto os juízes são os funcionários que trabalham muito, cumprem expediente durante todo o dia (e não só meio período) e sem o mínimo de condições de trabalho (muitos funcionários são acometidos de doença profissional pela falta de condições de trabalho). Chega de hipocrisia!!!! Se o juiz é importante, os funionários não são menos importantes, pois são esses bravos servidores que que fazem o serviço pesado. É a estória do papagaio que come milho e periquito que leva fama! Parabéns aos funcionários da Justiça. Sem vocês, também não haveria justiça. Carlos Manfrei - Advogado.
16/06/2010 18:23Procurador do Estado (Procurador do Estado)Equivocado
O Judiciário é um Poder independente, que goza de total automonia administrativa, orçamentária e financeira. Portanto, Judiciário, não venha querer transferir as responsabilidades de suas maledicências para os demais Poderes.
Executivo e Legislativo não têm nada, absolutamente nada a ver com esse assunto.
16/06/2010 15:21Flávio (Funcionário público)Cultura é isso.
Como dito no título acima, o Dr. Carlos Henrique Abrão é um um juiz sábio e muito culto. O ex-presidente do TJ no afã de agradar o ditador José Serra jogou o TJ nesse abismo, outros estados já conseguiram que o STF delimitasse seus orçamentos nos moldes da lei. E o tribunal de justiça de SP nunca bateu à sua porta para que este fizesse valer sua querela orçamentaria. Só sabe dizer amem, amem e amem. Agora, os dados já estão jogados. O que o TJ deve fazer? Pagar as duas data base 2009/2010 e jogar para um ponto futuro o restante, esse ponto futuro seria janeiro/2011. Não vejo outra saída.Outro ponto aprovar o projeto de lei 11/09 na ALESP, ou esse governo do PSDB quer usar o tribunal como ponto de arrecadação. As custas são do poder judiciário.
16/06/2010 15:17escrevente (Serventuário)O direito de greve
Parabéns pelo comentário. Equilibrado, justo e em boa hora. Nós, funcionários da justiça, não fazemos greve pelo simples prazer de não trabalhar. FAzemos greve porque há um direito violado por nossos líderes políticos. Ninguém aqui está de brincadeira.
Nós, pelo menos, somos corajosos em enfrentar as pressões, dificuldades e insegurança. O presidente do tribunal compara-se a um mendigo. Nós, funcionários, comparamo-nos aos guerreiros que lutam com sacrifício tremendos e total falta de recursos. Quantas vezes, nos, juizes de primeiro grau e alguns advogados tiramos dinheiro do próprio bolso para fazer a justiça trabalhar. Eu, muitas vezes, comprei computador e fita para impressora matricial para trabalhar no Gabinete do juiz (eu sou escrevente de sala). Na greve de 2004 eu tirei esses equipamentos da sala em protesto! Nossos líderes não sabem "se virar". Não estão acostumados a lutar com bravura e determinação (sempre viveram em berço de ouro, com tudo na mão). Portando, a greve é um meio que foi posto nas mãos dos trabalhadores para lutar por seus direitos.
Líderes políticos, lutem com os meios que dispõe para fazer justiça; não fiquem choramingando!
Júlio César Novaes
Escrevente técnico judiciário
Comarca de Itapetininga/SP.

Comentários encerrados em 24/06/2010

A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.