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Volta ao Brasil

Hosmany Ramos não consegue reverter extradição

A Suprema Corte da Islândia autorizou, nesta semana, a extradição do ex-médico Hosmany Ramos para o Brasil. O governo islandês já enviou ao Ministério da Justiça brasileiro as informações referentes à extradição concedida. O secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, confirmou a decisão nesta sexta-feira (26/2) e disse que aguarda a documentação encaminhada pelas autoridades da Islândia. A informação é do portal G1.

Hosmany Ramos foi preso em 13 de agosto de 2009, na Islândia, com passaporte falso quando tentava embarcar para o Canadá. No Brasil, ele foi condenado a 43 anos de prisão por homicídio, sequestro e roubo. Preso desde 1981, o ex-médico cumpria pena no interior paulista. Depois de ser beneficiado por um indulto de Natal no fim de 2008, ele fugiu do país. Desde então, é considerado foragido da Justiça brasileira.

Em dezembro de 2009, o país europeu já havia autorizado a extradição de Hosmany para o Brasil. Ele entrou com um recurso contra a decisão e sua extradição teve de ser analisada pela Suprema Corte da Islândia. Antes disso, o país já havia negado refúgio ao brasileiro. Com o recurso negado, Hosmany deve ser entregue a autoridades brasileiras em Reykjavík, capital da Islândia, nos próximos dias. 

Tuma Júnior disse que vai analisar a documentação e que, nos próximos dias, o governo brasileiro tratará sobre a forma como Hosmany será trazido de volta. O secretário, porém, não sabe ainda a data em que a extradição será concretizada.

O destino de Hosmany Ramos no Brasil ainda não está definido. A princípio, o ex-médico deve ficar detido em um presídio no interior paulista. No entanto, o governo ainda deve analisar um pedido de sua defesa. Segundo o advogado Marco Antônio Arantes de Paiva, o ex-médico pediu que fosse transferido, caso extraditado, para Tocantins.

Na ocasião, Paiva afirmou que se Hosmany voltar ao Brasil, ele terá de cumprir 22 anos de prisão e, provavelmente, perderá os benefícios conquistados até agora pelos anos que ficou preso. “Vai começar a contar tudo de novo [...] Foi um péssimo negócio ter saído [do Brasil]”, disse o advogado ao G1.

Revista Consultor Jurídico, 26 de fevereiro de 2010, 22h28

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