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Marília Scriboni
Telebrás pode voltar mas deve respeitar leis e contratos já existentes
Em 2008 a Anatel colocou a consulta pública nº 31 para contribuições da sociedade sobre a proposta de mudança da destinação da faixa de MMDS.
A proposta colocada pelo governo era de simplesmente deixar os operadores de MMDS com apenas 50MHz, dos 186MHz que tinham direito.
Uma eventual destinação da faixa de 2,5GHz a outro serviço de telecomunicação sem que os contratos atuais com os operadores de MMDS expirem acarretará uma enorme insegurança jurídica por demonstrar que o conteúdo dos contratos assinados em nosso país poderá ser alterado a qualquer momento, sem que haja qualquer proteção à confiança depositada nas condutas do Estado que, por sua vez, não pode adotar medidas em contradição com as que foram por ele próprio impostas, surpreendendo os que nele acreditaram.
Essa insegurança trará como conseqüência o desinteresse dos empresários do setor em continuar a investir e acarretará reflexos negativos na continuidade e na qualidade dos serviços prestados pelas empresas de MMDS.
Essas empresas correm o risco de deixar de existir, pois com apenas 50MHz não dará para competir com operadoras de outros serviços, como SKY e empresas de TV a cabo, por exemplo.
Francisco Alexandre Zerlottini. BH/MG.
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