Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Último da lista

Novo desembargador do TJ-MA faz desabafo na posse

O novo desembargador do Tribunal de Justiça do Maranhão, José Luiz de Oliveira Almeida, que foi peterido em duas oportunidades antes de ser promovido agora por antiguidade, fez um desabafo durante sua posse. A informação é do colunista Marco Aurélio D’Eca, do portal Imirante.com, que reproduziu parte de seu discurso. 

A fala que levou mais de duas horas serviu para uma espécie de desabafo do novo desembargador, que acusa o tribunal de tê-lo prejudicado, em 2002, atrasando em oito anos a sua posse na segunda instância da justiça maranhense. Segundo Luiz Almeida, ele deveria ter sido promovido naquela ocasião, uma vez que havia figurado em duas listas de merecimento e estaria prestes a entrar na terceira, o que lhe garantiria a promoção automática. Segundo Almedia, o tribunal mudou a regra no momento da votação, impedindo-do de figurar na lista. Dois anos depois, ele tentou novamente, mas foi outra vez frustrado pelo TJ. A partir daí, desistiu de chegar ao cargo por merecimento.

“Pelo menos no meu caso, o tribunal, por sua maioria, usou dois pesos e duas medidas”, desabafou,“oito anos depois, estou aqui, são e salvo. Promoção por merecimento, pelo menos no tribunal do Maranhão, é uma quimera, um jogo de cartas marcadas”.

Luiz Almeida também cobrou diretamente dos desembargadores a responsabilidade pela imagem do  Judiciário. Para ele, é preciso acabar com mordomias e com a corrupção para fazer a sociedade mudar de opinião e acabar com o desapreço que tem pela instituição. “O que precisamos é mudar nossa imagem diante dos jurisdicionados. E não nos iludamos, ela não é boa”. “O Poder Judiciário não pode ser a casamata de calhordas”.

O novo desembargador garantiu que abdicaria, desde já, da condição de candidato a qualquer cargo de direção na Casa, porque isto tem servido apenas para dividir o Judiciário. E disse que tiraria “o time de campo” se percebesse que seus esforços de melhoria do Poder não estivessem surtindo efeito. Almeida encerrou o discurso com um recado direto ao que chamou de teatro de vaidades no Pleno do tribunal. “A arrogância no exercício do poder não engrandece”.

Revista Consultor Jurídico, 23 de fevereiro de 2010, 3h13

Comentários de leitores

5 comentários

Vamos entender

 (Advogado Autônomo - Civil)

Quero dizer ao Dr Trinchão que o meu comentário não se funda na seriedade. É apenas uma crítica ao que se está fazendo na 10ª Câmara do Rio de Janeiro. É pena que o doutor não alcançou o objetivo, outrossim, eu sou sabedor do afirmado pelo caro advogado. Mas leia-se também nas entrelinhas doutor, é importante para o homem do direito.

ESTÁ PENSANDO QUE VIVE EM SEMINÁRIO?

Francisco Lobo da Costa Ruiz - advocacia criminal (Advogado Autônomo - Criminal)

Não adianta reclamar, senhor Presidente, ou pensavas que era diferente?

A toga e o leigo

Paulo Jorge Andrade Trinchão (Advogado Autônomo)

Com a devida vênia, contudo, o colega Sé cometeu um estrondoso equívoco, pois, o magistrado em questão,na verdade, trata-se de juiz togado, e jamais indicado pelo famigerado Quinto. Por óbvio, o juiz togado foi submetido a exaustivas provas, concomitantemente, a comprovação de eventuais títulos. Portanto, é de se registrar que nada tem a ver com a mixórdia inventada pela 10ª. Câmara Cível do TJRJ.

Ver todos comentários

Comentários encerrados em 03/03/2010.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.