Entrevista: Ayres Britto, ministro do STF e presidente do TSE

22/02/2010 13:34Contestador (Estudante de Direito)Barbosa fez escola
Do alto de seu saber jurídico, a voz das ruas, em síntese, diz que Justiça é quando alguem é preso, muita defesa atrapalha e viva a pena de morte
22/02/2010 11:34Iranilton (Outros)Cândido ou otimismo
São belas as palavras do sr. Ministro por quem nutro severa admiração, no entanto, há de se encarar a realidade que nos fustiga: Juízes próximos da sociedade, por enquanto, talvez, só na ilha de Morus. No Brasil ainda irá demorá "um pouco".
21/02/2010 18:46Nicoboco (Advogado Autônomo)Segurança Jurídica
Incrível o valor que se dá no país à seguraça jurídica! Ainda mais por um juiz da suprema corte e do TSE.
Preocupante a entrevista. Revela, no mínimo, o pensamento de boa parte ds juristas brasileiros considerados "progressistas", de pensamento político alinhado à "democracia-social".
A lei é menosprezada, relegada, enquanto o "pensamento popular", que está na moda, cada vez mais vem dominando os espaços públicos. Qualquer um de nós pode ser vitima desse arbítrio.
21/02/2010 17:09Rossi Vieira (Advogado Autônomo - Criminal)Ministro de Força
...estive recentemente apresentando uma sustentação oral, representando a OAB SP, no plenário do STF. O Ministro Ayres Britto carrega em seu semblante a força do homem de bem, do verdadeiro Magistrado, representando a Toga constitucional de nosso país. É muito bom saber quando um Homem presta atenção nas palavras de outro homem. Muitos, mas muitos mesmo precisam aprender com o Ministro. Uma questão de elegância e não eloquência. Um abraço carinhoso a esse Ser do Bem....
Otávio Augusto Rossi Vieira, 43
Advogado Criminal em São Paulo.
21/02/2010 16:50Moacyr Pinto Costa Junior (Advogado Associado a Escritório)VISÃO CORRETA
Me parece ser exatamente correta a visão do Sr. Ministro.
Parabéns pela convicção.
MOACYR PINTO COSTA JUNIOR
Advogado e Professor Universitário
http://mpcjadv.blogspot.com
21/02/2010 15:12themistocles.br (Advogado Sócio de Escritório - Administrativa)CONSTRANTES REINTERPRETAÇÕES DE UMA MESMA LEI !
Preocupante ler que segundo um ministro da mais alta corte do Brasil a “receita de bolo” seria uma mesma lei ser constantemente “reinterpretada”, conforme os anseios populares, pois isso parece significar que a lei não serve para nada, já que seu sentido pode ser alterado constantemente pela “reinterpretação”
Atualmente, nos Estados Unidos, idéias como as veiculadas nessa entrevista têm sido repudiadas pois já causaram danos irreparáveis à “segurança jurídica”, isso num País que não adota como fonte primária a lei(Roman Law), mas o precedente (Common Law), algo que recentemente foi assunto de conferências do Juiz Antonin Scalia (Justice), da Suprema Corte dos EUA, em viagem pelo Brasil.
No Brasil, onde a fonte primeira deveria ser a lei a recomendada "reinterpretação" acaba por revelar que o significado legal é um nada!
Se num sistema de tripartição de poderes, cabe ao legislativo transformar os anseios populares em lei (e não ao judiciário), não tem o menor sentido reduzir o significado de tais leis ao conteúdo de constantes “reinterpretações” judiciais, sobretudo por quem sequer foi eleito pelos anseios populares.
O teor dessa entrevista é preocupante.
21/02/2010 13:21Yepes (Advogado Autônomo - Tributária)Prezado colega Carlos:
Seu brilhante comento foi uma versão "extended play" de meu "post". Estou 100% com você. Conheço um juizinho de minha comarca que, de cada 10 comentários sobre sua "sofrida vida pessoal", 9 são sobre sua "sofrida vida numa escola pública" - ele MENTE, pois essa escola pública a que me refiro, nas décadas de 60 e 70, quanto o "pobre juiz" lá estudou, era uma das melhores que já conheci. Abraços!
21/02/2010 11:34Carlos (Advogado Sócio de Escritório)Receita boa
A receita do Ministro Brito é muito boa, mas ainda muito distante da realidade brasileira.
Muitos juízes, estudam em escolas particulares (há juízes tb. que estudaram em escolas públicas), fazem um bom curso de direito, nunca trabalharam (no sentido literal da palavra. Os tais 3 anos de atividade jurídica ele assina meia dúzia de peças processuais em um escritório de um amigo e pronto), os pais conseguem sustentá-los durante a fase preparatória do concurso (nenhum demérito), não conhecem NADA da realidade existente no país. Apenas pela TV, isso qdo assistem a programas com conteúdo. Nunca passaram por nenhuma dificuladde significativa em suas vidas eee, depois de um tempo estudando, tornam-se JUÍZES. Muitos DESPREPARADOS PARA O CARGO. Logo, o que irão aplicar em suas decisões será exatamente o que eles conheceram da VIDA REAL (vida do dia a dia, das relações sociais e de consumo por ex.), ou seja, NADA.
21/02/2010 10:53Yepes (Advogado Autônomo - Tributária)Previsível
Na essência, os dizeres do ministro são líricos, porém oníricos. Só.

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