Escrivão do TJ do Paraná recebeu mais de R$ 100 mil em dezembro

20/02/2010 16:52João Roberto de Toledo - Defensor Público Federal (Arquiteto)O pior é a resposta do Presidente do TJ
O nosso país, em que pese pequenas melhorias institucionais, continua na mesma toada. Absurdos de toda ordem são feitos, à sorrelfa, com o dinheiro público. Quando a presepada se torna conhecida, vem alguém do alto escalão, ou dizendo que não sabe de nada, ou justificando o injustificável com argumentos que não convencem a ninguém, posto que estapafúrdios.Tudo sempre com a certeza de que os cidadãos ignoram tais fatos e que nada acontecerá aos piratas do dinheiro público.
Então, instaura-se uma comissão, composta por todos os que chefiavam os beneficiários dos atos irregulares e que detinham conhecimento de tudo o que se passava sem fazer nada. Isso quando os membros da comissão também não eram eles próprios beneficiários do esquema. Depois, pune-se algum servidor subalterno, lógico, para mostrar que providências foram tomadas.
Os demais envolvidos, geralmente ocupantes dos cargos mais elevados e com sobrenomes importantes, acabam sendo absolvidos, ou "penalizados" com aposentadoria a bem do serviço público, com proventos proporcionais ao tempo de serviço, quando muito.
O dinheiro público, que a todos nós pertence, pois vem dos elevados tributos que pagamos, nunca mais reaparece.
Enquanto isso, a população alienada assiste a algum reality show, ao último jogo de seu time predileto, ou à novela das oito, como se estas fossem as únicas coisas importantes na vida e tudo continua se repetindo, dia após dia, até que, na próxima eleição, aqueles que foram afastados da função pública por atos de improbidade sejam novamente eleitos para algum cargo público.
Sem educação de qualidade esse quadro fará parte das vidas de nossos filhos e netos e assim sucessivamente, como vem ocorrendo desde início da acidentada odisséia verde amarela.
Infelizmente...
20/02/2010 11:15Barata2010 (Contabilista)Salários???
O que deixa abismado é o fato de trabalhadores como motoristas, porteiros e copeiros terem base salarial superior a R$ 5 mil reais e o desembargador acintosamente responder que não se pode comparar o serviço público com o privado.
Dr. Sergio, estou com o senhor:
O macaco está certo.
20/02/2010 10:26daniel (Outros - Administrativa)isto é uma vergonha......
isto é uma vergonha.
Pode apostar que este oficial e o escrivão devem ser os que menos trabalham em relação aos colegas. Ficam apenas lendo portarias e atos normativos para conseguirem mais mordomias. Podem ver que devem ser os mais lentos do que os seus colegas....
20/02/2010 10:09Sérgio Niemeyer (Advogado Autônomo)Estranhamente, ninguém comentou essa notícia até agora.
Coitadinho! Ganhou pouco. Quase nada para a função «sobranceira» que exerce.
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O fato de ninguém ter comentado essa insólita notícia até o momento pode significar que todos gostariam de estar na pele do escrivão sortudo?
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Enquanto isso, na sala ao lado, os juízes aviltam os honorários de sucumbência dos advogados, como que propositadamente para escorraçar, humilhar e dar mais trabalho ao advogados, que labutam por anos a fio em um processo e, para receberem honorários dignificantes têm de estender a demanda por mais anos a fio.
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Agora, o tribunal parece não exercer nenhum controle crítico sobre o valor do salário que paga a um simples escrivão.
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É estranho esse critério do tribunal. Mais estranho ainda é que quando essas aberrações são descobertas, a desculpa esfarrapada é que representam uma situação atípica, excepcional.
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Para mim, tal situação qualifica-se com outros adjetivos: INCONSTITUCIONAL e ILEGAL!
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Como dizia o macaco: «[n]ão precisa explicar. Eu só queria entender.»
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(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito e doutorando pela USP – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br

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