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11 fevereiro 2010
Caso Arruda
Damous rebate críticas de Reginaldo de Castro à OAB
As afirmações do ex-presidente da OAB nacional, Reginaldo de Castro, são uma tentativa grosseira de desqualificar o atual presidente, Ophir Cavalcante. Essa é a opinião do presidente da entidade no Rio de Janeiro, Wadih Damous, em relação à crítica de Castro frente ao pedido de prisão do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, feito por Cavalcante. Ele afirma que, com segurança, a maioria dos presidentes das seccionais concordam com a posição do atual presidente.
Em reportagem publicada nesta quarta-feira (10/2) pela revista Consultor Jurídico, Castro afirma que o pedido de prisão ou afastamento do governador feito pelo presidente da OAB não tem embasamento jurídico e fere a imagem da instituição. Para Damous, a prova de que as declarações de Castro não fazem sentido é o fato de o Superior Tribunal de Justiça já estar discutindo, nesta tarde, se o pedido de prisão preventiva do político deve ser ter acolhido.
Para o presidente da OAB do Rio, as afirmações de Castro de que Ophir se baseou em recortes de jornais é apenas uma tentativa de desqualificá-lo e se ele quisesse fazer o mesmo, seria só lembrar que Castro foi censor na ditadura, por exemplo. “O direito de crítica que pertence a todos, mas a crítica que procura desqualificar, não é a melhor crítica. Com base em que ele afirma que não houve embasamento jurídico?”, questiona.
“É um despautério a informação de que a OAB não pode pedir a prisão de ninguém. Se a entidade entende que isso deve ser feito, essa é a opinião da OAB. O presidente não pediu fuzilamento de Arruda”, rebate Damous.
Damous afirma, também, que é importante deixar claro que o pedido da OAB não se restringe a interesses corporativos, já que a entidade tem discussões baseadas na defesa da democracia e de seus ideias institucionais. Já em relação à crítica de que Ophir estaria agindo contra a classe de advogados, já que Arruda tem filiados da OAB trabalhando em sua defesa, Damous lembra do impeachment do presidente Fernando Collor. “O Collor também é defendido por advogados e nem por isso, a OAB ficou impedida de pedir pela sua saída”, afirma.
Fabiana Schiavon é repórter da revista Consultor Jurídico.
Revista Consultor Jurídico, 11 de fevereiro de 2010
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Comentários
Comentários de leitores: 18 comentários
Dor de cotovelo....
Da maneira como foi realizado o pedido de prisão, a OAB tem legitimidade.
O Ex-Presidente não entendeu. Até onde eu sei, a OAB formulou pedido ao MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL e, este, por sua vez, titular da ação penal, endereçou o requerimento ao órgão jurisdicional competente.
O que há de errado nisso senhor Ex-Presidente, notadamente por se tratar de crime de ação panal pública incondicionada? (conhece?)
UM RÓTULO FALSO !
UMA FORMA MUITO ESTRANHA DE AGIR...
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