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SEGUNDA LEITURA: A chegada da Classe C no ensino superior
É contra esses fatos, reais, que estou comentando, por achar injusto com a classe C.
Criar inúmeros cursos de direito acaba sendo tiro no pé.
Independente do que dizes, que os cursos estão fracos, que os alunos não se interessam, que é verdadeiro, também.
O que digo, é que isso não é justo, dão falsas esperanças às pessoas, que gastam o que não podem,o que não tem, se esforçam ao seu máximo, e no fim, não conseguem o tão sonhado trabalho.
Mais justo, seria a classe C ser barrada no vestibular, evitaria-se gastos inúteis e, principalmente, esperanças inúteis.
Qualquer pessoa que se disponha a exercer uma profissão deve estar preparada para enfrentar tais dificuldades. O baixo indice de aprovação reflete não só a mediocridade do ensino jurídico,como a precariedade do ensino de primeiro e segundo grau.Não vi, nos ultimos 30 anos, nenhum movimento de estudantes protestando contra o mau ensino , contra os professores incapazes, contra o mercantilismo do ensino. A mais recente "manifestação estudantil" com repercussão na mídia referia-se ao uso de um vestido curto por uma aluna! Além disso, a dedicação aos estudos não parece ser comum nas faculdades, em cujas cercanias prosperam bares que reunem mais estudantes que as salas de aula.Quem leva o estudo a sério é aprovado no exame de Ordem. Quem não leva vai ser "aniquilado" , seja pelo exame de Ordem, nas provas de concursos públcos ou na fila do desemprego. Terminar uma faculdade, colocar um diploma debaixo do braço, passar a ser chamado de "doutor", nada disso é suficiente para alguém "subir" na escala social. Estamos no século 21 e agora só vai "subir" que tiver um bom preparo, revelar talento e, principalmente, dedicar-se com afinco ao estudo e ao trabalho. Há espaço para todos na Advocacia, exceto para os acomodados.
Isso é um lamentável engano do autor. Bacharel não pode advogar, não pode fazer nada, pois não é nada. A OAB impõe provas cada vez mais difíceis, que nenhum advogado saberia responder as 100 questões, fazendo a coisa acontecer exatamente ao contrário do que texto diz.
Na verdade, esses 1000 cursos a mais que ele fala como sendo uma grande coisa, na real, é o que o exame de ordem aniquila.
Permitem o acesso do classe C ao curso superior de Direito, e logo ali, retiram sua aspiração de migrar de classe (só 18% passam, em média). Fazem os coitados gastar, se esforçar, ter uma ilusão, e no fim, não dá em nada. Continuam passando no exame da OAB os velhos classes A e B, que podem pagar cursinhos preparatórios...
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