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Caso Dorothy

Acusado de mandar matar missionária se entrega

O fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, acusado de ser o mandante da morte da missionária norte-americana Dorothy Stang se apresentou à delegacia de Altamira, no Pará, por volta de 6h deste sábado (6/2). Ele volta à prisão depois de ter um pedido de Habeas Corpus negado pelo Superior Tribunal de Justiça, na última quinta. Advogado de fazendeiro diz que vai recorrer ao Supremo. A informação é do G1.

Após chegar à delegacia de Altamira, Bida foi encaminhado para fazer o exame de corpo de delito. Segundo a assessoria da Polícia Civil do estado, ele foi levado para o Presídio Regional de Altamira, onde fica à disposição da Justiça.

Bida foi condenado a 30 anos de prisão em um primeiro julgamento, em 2007, mas acabou inocentado no segundo julgamento, em maio de 2008. Depois de analisar um recurso do Ministério Público, a Justiça paraense anulou a absolvição do fazendeiro em 2009 e decretou nova prisão.

Os advogados de defesa do fazendeiro entraram com pedido de Habeas Corpus no STJ. Em abril de 2009, ele conseguiu uma liminar que o mantinha em liberdade, mas, na quinta-feira (4/2), a medida foi revogada. O fazendeiro, então, se entregou neste sábado. O advogado de Moura, Eduardo Imbiriba, afirmou que pretende entrar com um pedido de Habeas Corpus no Supremo Tribunal Federal para restabelecer a liberdade do fazendeiro. 

Dorothy Stang foi assassinada na manhã de 12 de fevereiro de 2005. Ela trabalhava há mais de 30 anos em defesa das causas ambientais e dos trabalhadores sem terra e denunciou várias ameaças de morte que recebia por conta de sua luta contra a violência fundiária e a grilagem de terra. 

Revista Consultor Jurídico, 6 de fevereiro de 2010, 14h54

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