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Fiasco geral

Servidores da Justiça de SP prometem fazer greve

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Foi um desastre político a reunião ocorrida nesta terça-feira (27/4) do Tribunal de Justiça com as lideranças dos servidores do Judiciário. Os funcionários marcaram para amanhã o início da greve que promete parar os serviços administrativos e de cartórios na maior corte de justiça do país.

A reunião, convocada pela presidência do Tribunal, durou exatos 15 minutos e foi marcada por constrangimento e revolta. O encontro contou com a presença solitária do desembargador Antonio Carlos Malheiros, presidente da Comissão Salarial do Tribunal.
 
Malheiros podia ter sido poupado do constrangimento, pois nada tinha a oferecer aos servidores. Começou dizendo que o Tribunal de Justiça não dispunha de uma proposta de reposição salarial. Acenou com a possibilidade do tema ser discutido no segundo semestre. Afirmou que o plano de cargos e carreiras poderá ser apreciado pela Assembléia Legislativa em maio e concluiu dizendo que a corte paulista realiza reuniões com o Banco do Brasil para restabelecer novas linhas de créditos para os servidores.
 
As críticas à presidência do Tribunal de Justiça foram duras. As lideranças defenderam a paralisação a partir desta quarta-feira dos servidores por tempo indeterminado reivindicar as reposições salariais. Os dirigentes lembraram a ultima greve, ocorrida em 2004 – a mais longa na história do Judiciário paulista – quando os servidores pararam por 91 dias.
 
Os efeitos para a população agora deverão ser semelhantes aos daquele ano. Na época, cerca de 12 milhões de processos ficaram parados, pelo menos 600 mil sentenças não foram assinadas e mais de 400 mil audiências deixaram de ocorrer na data prevista. A categoria tem 42 mil servidores na ativa e 9.000 aposentados. A meta é que a paralisação atinja ao menos 15 mil trabalhadores, ou 35% dos servidores em atividade.
 
Uma assembléia geral está marcada na Praça João Mendes, no centro da Capital, para as 13h desta quarta-feira (28/4). Dezenas de reuniões regionais estão previstas para acontecer em diferentes comarcas da capital e do interior. Os servidores decidiram pela paralisação no último dia 14.
 
Os servidores reclamam reposição salarial de 20,16%. Segundo eles, nos dois últimos anos não houve correção dos salários na data-base, o que aumentou ainda mais a defasagem. O índice também contempla um residual da data-base de 2008, que também não foi paga. A data-base da categoria é 1º de março.

 é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 28 de abril de 2010, 10h14

Comentários de leitores

4 comentários

É legítimo ?

Drosobr (Funcionário público)

Pergunto: a reposição das perdas inflacionárias é um direito legítimo do funcionário público? Estão fazendo paracer que não é...

Greve no TJSP

Malaghini (Assessor Técnico)

Isso somente reflete a política que vem sendo estimulada pelo Governo Estadual de SP. Basta lembrar dos professores, que igualmente estão na mesma situação de falta de reposição salarial e de valorização profissional.

equiparação

Ricardo T. (Outros)

Os juízes de São Paulo, depois de muito tempo, conseguiram a equiparação com os juízes federais (subsídio). A justiça Estadual não é menos importante que a Justiça Federal. Alías, onde não há Justiça Federal, o processo tramita pela Justiça Federal, em que servidores e juízes nele sem qualquer remuneração a mais. Portanto, um escrevente deve ter seu vencimento equiparado com o do analista, no mínimo; inicial, em torno de R$ 6.000,00. Eu ssei o que estou dizendo, pois conheço trabalho executado na federal e na estadual.

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