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Parceiros corporativos

Empresas buscam bancas especializadas e pequenas

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Para garantir o atendimento personalizado, os departamentos jurídicos das grandes empresas buscam como apoio escritórios especializados e de menor porte. Isso é o que mostra o estudo feito pela consultoria britânica LexisNexis Martindale-Hubbell e conduzido pela Gonçalves & Gonçalves Marketing Jurídico, no Brasil. As 112 companhias ouvidas buscam nos seus parceiros conhecimento legal, experiência no setor da empresa e disponibilidade de atendimento. Foram ouvidas, na maioria, empresas de serviço e bens de consumo, com faturamento anual acima de R$ 500 milhões.

Especialidades mais procuradas nos escritórios - Jeferson Heroico

Enquanto os departamentos internos das empresas se prendem aos serviços de rotina, os escritórios parceiros surgem para fazer trabalhos mais complexos, na maioria, nas áreas de Direito Tributário, Trabalhista, Contencioso e gestão de risco. Para garantir os bons resultados, os gestores optam pela contratação de até 10 prestadores de serviço que tenham condições de se dedicar exclusivamente a essas demanda. De acordo com o estudo, 33% das companhias contratam escritórios de até 50 advogados. Outros 44%, procuram pelos de médio porte, com menos de 100 profissionais.

As exigências feitas pelas empresas não param na contratação. Para manter a parceria, o escritório tem de comprovar a qualidade de seus serviços prestados e manter contato frequente. A preocupação com os resultados também é bem vista. Reuniões, relatórios e treinamentos com os advogados envolvidos comprovam o esforço em manter um bom trabalho. E se não houver “química” entre os profissionais, iniciativas para a troca de staff são bem aceitas por mais de 90% dos gestores jurídicos.

Empresas buscam escritórios especializados e de menor porte 1 - Jeferson Heroico

Os escritórios que perderam seus contratos com as empresas foram exatamente pela baixa qualidade no atendimento. Porém, a pesquisa também mostra alto índice de companhias que se desligaram do parceiro por problemas de falta de ética, falta de profissionalismo e baixo grau de confidencialidade nas operações.

Empresas buscam escritórios especializados e de menor porte 2 - Jeferson Heroico

A procura constante pelo serviço de qualidade se reflete até na hora da remuneração. Ao invés de pagar pela hora de trabalho, as empresas preferem uma forma de compensação baseada nos resultados do trabalho. Quase metade das companhias ouvidas prefere um preço fechado previamente. Outras 19% optaram pela modalidade por êxito. A clareza na justificativa dos valores sugeridos também é bem vista pelos departamentos. Como qualquer consumidor, valorizam o esforço na redução de custos dos projetos desenvolvidos.

Empresas buscam escritórios especializados e de menor porte 3 - Jeferson Heroico

Perfil dos departamentos
Mais de 80% dos departamentos jurídicos têm total autonomia para tomar decisão sobre a contratação dos parceiros. A maior parte das contratações é resultado de recomendações de advogados de outras empresas (94%), de outros escritórios de advocacia (86%) e de membros da diretoria da própria empresa (57%). “Estas escolhas confirmam que os advogados de departamentos jurídicos conversam entre si e trocam experiências”, afirma Marco Antonio Gonçalves, administrador especializado em Marketing e Desenvolvimento de Estratégias Negócios para escritórios de advocacia.

Foram ouvidas para o estudo, 112 empresas das quais 54% têm origem brasileira. Outras 46% são subsidiárias de multinacionais estrangeiras. As grandes empresas em operação no país, com faturamento anual acima de R$1 bilhão, tiveram a maior representatividade na pesquisa (44%). Mantidos para atender somente às demandas de rotina, os departamentos jurídicos dessas empresas não têm grandes estruturas, sendo que 78% deles trabalham com até 10 advogados. Só 8% atuam com mais de 30 profissionais. As companhias também não veem necessidade de expandir as equipes. Dos 28% dos que pretendem reduzir o pessoal, deve fazer por problemas econômicos.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 10 de abril de 2010, 10h00

Comentários de leitores

3 comentários

CONCORDO, PROFESSOR

acdinamarco (Advogado Autônomo - Criminal)

CONCORDO COM O PROFESSOR MOACYR. ACHO QUE A TENDÊNCIA É A VOLTA DO ADVOGADO QUE SE SENTA E CONVERSA, LONGA E RESERVADAMENTE, COM SEU CLIENTE, EVITANDO-SE QUE, A CADA VISITA, UM PROFISSIONAL DIFERENTE ATENDA-O. acdinamarco@aasp.org.br

Fator de gerenciamento

Gilberto Serodio Silva (Bacharel - Civil)

Discordo do ilustre professor. É impossível parsa o terceirizante gerenciar centena de milhares de processos entre 300 bancas por todo Brasil. Tem banco lidando com mais de 8.000 advogados por todo Brasil, digo, tentando. Sabem qual o valor do estoque de processos mas não sabem porque ganham e porque perdem. Limitam-se acompanhar de perto causas acima de R$100 mil como faz uma grande seguradora.
Essa uma das principais causas do congestionamento do judiciário. Começam a concluir que é preferível fazer compliance de contratos e empregados do que pagar advogados terceirizados cuidarem do contencioso que cresce exponencialmente, afinal de contas, computadores não tem quid psique ou cometem erros materiais na execução de contratos em documentos eletrônicos, vendidos através da Internet ou Call Center. Quem erra é o programador e operadores. Exemplo: operadora de celular cobrando ligações não realizadas e cartões de crédito enviados a revelia, insistindo em cobrar taxa de adesão. O que deduzem do IR por conta de devedores duvidosos não está mais compensando haja vista os custos indiretos. Recentemente a fusão Oi BrasilTelecom foi interrompida por conta de um errinho de Bilhão e meio na provisão de contenciosos trabalhistas. Por outro lado estatísticas não dizem muito.

ATENDIMENTO PERSONALIZADO

Moacyr Pinto Costa Junior (Advogado Associado a Escritório)

Tenho que o fator dístico dos escritórios de pequeno porte é o atendimento personalizado. Daí a grande procura.
MOACYR P. COSTA JUNIOR
Advogado e Professor Universitário
http://mpcjadv.blogspot.com

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