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PMs invadem Fórum no Pará após condenação de colegas de trabalho
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É claro que o ocorrido não tem o menor cabimento, mas, num Estado igual ao Pará, com um índice de analfabetismo enorme, com extensão territorial tb enorme, onde se rouba madeira nobre com participação de autoridades da fiscalização, com um contingente militar ridículo em razão dos problemas, contingente esse que, quando solicitado a intervir em conflitos, tem que bancar o artista, não machucando ninguém e dissolvendo manifestações, acabam mesmo perdendo a cabeça...
digo e repito; se não houver mudança radical nessas leis absurdas, e, principalmente, no comportamento das autoridades no sentido de julgar levandoi em conta a realidade dos fatos e não a técnica jurídica que muitas vezes se faz distorcida até por interpretação equivocada das leis mal feitas, teremos, a qualquer momento, um levante popular...
Ninguém mais aguenta ver bandido ser tratado com direitos humanos enquanto a vitima que esse mesmo bandido produziu não teve a menor chance de defesa...
Pensem nisso, senhores advogados, ao invés de falarem o óbvio!!!
Se há evidências dessa natureza dentro da instituição, o Comando Geral, antes de ser defenestrado, precisa e deve prestar contas disso. Em pleno Século XXI, não é mais possivel conviver com essas práticas abusivas, que infelizmente não são uma prioridade de regiões isoladas do País. Isso ocorre por outros lados, também!
A Polícia Militar pretende fazer o patrulhamento, a investigação e a conclusão do inquérito, o que chama de ciclo completo.
No caso do Pará foram além, já partiram para a acusação do juiz e, se fosse encontrado, talvez partissem para o julgamento e execução da sentença (de morte).
Concentração de força e poder em um só órgão, há quem defenda.
É o mesmo com o Ministério Público, além do grande poder que lhes foi conferido pela Constituição Federal, querem a força da Polícia sobre seu comando, avocando para si as atribuições da polícia judiciária.
Breve será a notícia neste Conjur de algum promotor chamando a "sua" polícia para ameaçar, intimidar ou mesmo agredir o magistrado que negou a pretensão exigida pelo parquet.
Neste caso, há quem também dê ouvidos (muitos por sinal).
É chegado o momento de se pensar em uma polícia ostensiva, uniformizada, mas de caráter civil, como eram as antigas Guardas Civis estaduais, que eram instituições respeitas pela população mas que infelizmente foram extintas com o regime militar que se instalou em 64.
A atual Polícia Militar, antiga Força Pública, nunca antes da ditadura teve funções de polícia realmente. Era na verdade uma força militar aquartelada, um exército estadual, que, com o golpe de 1964, passou a exercer o poder de polícia sobre a população civil, em face das contingências políticas daquela ocasião.
Pena que a Constituição Cidadã não enfrentou essa questão e desmilitarizou essa corporação, desfazendo o modelo de polícia criado pela ditadura.
Quando integrantes de uma corporação militar, entre quais um comandante, ousam promover uma invasão armada às dependências do Poder Judiciário, para impelir um juiz de direito, mediante o uso da força, a mudar uma decisão soberana da Justiça, é sinal mais do que claro que essa instituição precisa ser repensada quanto a suas funções, seus poderes e quiçá quanto à sua própria manutenção dentro do Estado.
O ocorrido é um ABSURDO. Não há outras palavras para qualificar a afronta desses policiais militares ao Poder Judiciário Brasileiro.
Comentários encerrados em 2/10/2009
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