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18 setembro 2009
Contrato ilegal
Justiça do Amapá condena escritório de Toffoli
José Antonio Dias Toffoli e seus sócios no escritório de advocacia Firma Toffoli & Telesca Advogados Associados foram condenados, na semana passada, pelo juiz da 2ª Vara Cível de Macapá a devolver R$ 420 mil aos cofres públicos do estado do Amapá. Toffoli foi Indicado pelo presidente Lula, nesta quinta-feira (17/9) para ocupar uma vaga de ministro no Supremo Tribunal Federal. A informação é do portal Estadão Online.
O escritório de Toffoli é acusado de conluio com o então governador do Amapá, João Capiberibe (PSB), para firmar contrato ilegal e receber, mensalmente, R$ 35 mil para representar o Estado nos tribunais superiores em Brasília. O juiz Mario Cezar Kaskelis entendeu que houve afronta à Lei de Licitações e ao princípio da moralidade administrativa.
O juiz entendeu tamém que Toffoli e seus sócios foram contratados para exercer a função dos procuradores do estado, a quem cabe prestar assistência jurídica ao governo do Amapá. O contrato, feito por meio de licitação pública e prorrogado por um aditivo, exigia que o escritório vencedor dispusesse de dois advogados, com pelo menos dois anos de experiência. Isso poderia ser feito, argumentou o juiz, por "quase todos os escritórios de advocacia do País".
Toffoli já recorreu da sentença e alegou ter tido o direito de defesa cerceado. Segundo a defesa, a sentença foi dada no dia 8 de setembro, três dias antes de uma audiência, que já estava marcada pelo juiz titular da 2ª Vara Cível, Mário Euzébio Mazuerk, para ouvir as testemunhas arroladas por Toffoli.
"Quando o apelante (Toffoli) aguardava pela audiência de instrução e julgamento, foi surpreendido com a prolação da sentença ora apelada três dias antes da audiência designada", alegam os advogados no recurso. "Uma vez designada a audiência de instrução e julgamento e arroladas as testemunhas pelas partes, é dever do juízo colher os seus respectivos depoimentos, sob pena do direito de defesa", acrescentam.
Revista Consultor Jurídico, 18 de setembro de 2009
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Comentários
Comentários de leitores: 6 comentários
Um risco estranho...
O testemunho da patifaria
.
(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito e doutorando pela USP – Professor de Direito – Palestrante – Parecerista – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br
História distorcida
Em suma, a contratação foi legal pela situação da época, agora não pode-se mais assim proceder, mas somente a partir de março de 2009, quando assumiram os concursados no Estado após uma dura luta contra os poderes locais. Ainda mais, achamos muito estranho esta condenação logo na semana do anúncio de Toffoli para o STF...
Moralizando mais, o AGU determinou o afastamento de todos os comissionados em funções jurídicas do órgão. Isto é de quem quer aparelhar algo?
Ronald Bicca
Presidente da Associação Nacional dos Procuradores de Estado
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