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Marília Scriboni
Se for para o STF, Toffoli poderá ter voto decisivo no caso Battisti
Estou 100% com o colega! O impedimento de Toffoli, independentemente de qualquer discussão sobre sua capacidade para o cargo de Ministro do STF, é de luminescência meridiana. Daí os contornos de "marmelada", que citei em comento anterior, a respeito de sua indicação e dos corolários dela resultantes - 'rectius', ausência de impedimento, ou, no mínimo, de suspeição para votar no caso Cesare Battisti.
Ademais, mesmo ausente em um caso tão importante e com repercussão internacional, ainda assim o chefe da AGU ainda era ele ou não?
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Ora, qualificado para o cargo, se realmente for indicado e nomeado, nele permanecerá por quase 30 anos, o que pode ser considerado bom ou ruim, dependendo do ângulo por que se encare a questão. De qualquer modo, em sendo indicado e nomeado, não vejo razão nenhuma, pelo menos de natureza jurídica ou moral, que possa participar do julgamento do caso Battisti, já que não atuou nem oficiou pessoalmente no caso como Advogado-Geral da União, respeitado, é claro, o seu foro íntimo, que deverá ser o norte de sua conduta.
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(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito e doutorando pela USP – Professor de Direito – Palestrante – Parecerista – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br
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