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17 setembro 2009
Dano à honra
Franklin Martins é condenado a indenizar Collor
A editora Dom Quixote, responsável pela revista Brasília em Dia, e os jornalistas Franklin Martins e Marcone Formiga foram condenados a pagar uma indenização de R$ 50 mil, por danos morais, para o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL). A decisão foi tomada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que modificou, por unanimidade, decisão da primeira instância que negava a indenização.
O motivo da condenação foi uma entrevista de 2005 feita pelo jornalista Franklin Martins, então comentarista político da Rede Globo e hoje ministro-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, com Collor. A indenização deverá ser dividida entre os três réus e a revista deve abrir espaço para Collor com o mesmo tamanho da entrevista original.
Segundo nota divulgada pelo TJ-RJ, o texto da decisão afirma que “o político teve a honra e a imagem maculada depois de ter sido chamado de corrupto, ladrão e chefe de quadrilha”.
"Os meios de comunicação têm, em sua natureza primordial, finalidade social e informativa, mas tais atividades devem ser exercidas com critério e segurança, sob pena de se colocar em risco a segurança e a honra subjetiva dos cidadãos e de responder, civil e criminalmente, por tais desmedidos atos. Sob o critério da proporcionalidade, cede o direito de informar à proteção a honra", escreveu relator, juiz convocado Renato Ricardo Barbosa.
Ele ressaltou que o texto publicado não se tratou de simples exposição de fatos, mas de uma entrevista de cunho opinativo. Ele lembrou também que Collor foi absolvido das acusações que sofreu na esfera criminal. "Na hipótese, há que se ressaltar que o apelante é homem público, ex-presidente da República, atualmente senador, e que foi absolvido em Ação Penal de todas as denúncias a ele imputadas, inclusive pelo Supremo Tribunal Federal, o que demonstra a amplitude do dano à sua honra e imagem, com a veiculação da reportagem."
O ministro informou, por meio da sua assessoria de imprensa, que vai recorrer da decisão. O jornalista Marcone Formiga, responsável pela editora Dom Quixote, também disse que vai recorrer da decisão, que deve ser questionada sob o ângulo da recente decisão do Supremo Tribunal Federal, que eliminou do ordenamento jurídico a Lei de Imprensa. Com informações da Agência Brasil e da Assessoria de Imprensa do TJ-RJ.
Processo 200900132250
Revista Consultor Jurídico, 17 de setembro de 2009
Comentários
Comentários de leitores: 5 comentários
ALAGOAS É UM LUGAR EXCELENTE
A alusão que o Sr. Hammer Eduardo faz abaixo ao classificar Alagoas como "porcaria", além de grosseira, não corresponde à realidade.
Alagoas é uma unidade federada referta de belezas naturais, e de um povo, no geral, ordeiro e trabalhador, como todo e qualquer lugar do país.
A qualificação de um Estado como "porcaria" tendo por base a posição pessoal que alguém tenha a respeito de políticos locais, é preconceituosa, destituída de bom senso, e agreste aos mais comezinhos dogmas da educação.
Peço ao Sr. Hammer Eduardo que reflita a respeito, e que peça desculpas ao povo de Alagoas pela incivilidade, e, se é isso mesmo que ele pensa sobre Alagoas, digo-lhe que, como residente do estado vizinho, não posso concordar com a rudeza e, a bem da verdade, em prol dos leitores do CONJUR, garanto-lhes que Alagoas é um estado formidável.
E quem me indeniza?
o roto e o esfarrapado
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