RSS Feed
Adicione o feed em seus favoritos.
Acompanhe o lançamento de cada notícia.
http://conjur.com.br/rss.xml
Colunistas
Domingo
Arnaldo Sampaio de Moraes Godoy
Vladimir Passos de FreitasSegunda-feira
Robson Pereira
Raul Haidar
Marília ScriboniTerça-feira
Pierpaolo Bottini
Aline Pinheiro
Marília ScriboniQuarta-feira
Roberto Duque Estrada, Igor Mauler Santiago, Gustavo Brigagão, Heleno Torres
Carlos CostaQuinta-feira
Luiz Flávio Gomes
Antenor Madruga
Alexandre Atheniense
Senso IncomumSexta-feira
Direito & Literatura
Ideias do MilênioSábado
Marília Scriboni
Não são só os advogados que querem ser chamados de doutor
GOMES, Victor André Liuzzi. O País dos doutores.
http://www.escritorioonlin
Querem coisa mais risível que o tratamento que se deve dispensar a reitores? "Magnífico"...
Já tive de refazer petições de advogados que me patrocinaram, tão pobre era a redação; um perigo, pois não só a clareza facilita o entendimento, embora não o garanta, claro; como a concisão faria os juízes perderem menos tempo lendo redundâncias, citações efusivas, elogios obsequiosos.
Doutores por doutores, nada mais eloquente que os exemplos dos parlamentares brasileiros, que se tratam por excelências, quando estão a anos-luz de merecer a pretensiosa designação.
Santo Deus, fiquem os doutores, de facto ou de direito, com esse aforismo de Einstein para Leo Baeck: "Quem banca o original neste mundo da verdade e do conhecimento, quem imagina ser um oráculo,fracassa lamentavelmente diante da gargalhada dos Deuses".(A. Einstein, em "Como vejo o mundo")
Atenciosamente, assina o "sr." Luiz M.Leitão da Cunha.
Assim, a posição dos advogados é bem diferente da dos enfermeiros, pois estes últimos almejam o tratamento mediante decreto, enquanto os primeiros já são tratados por doutores, salvo as exceções de alguns falantes revoltados.
E aos que dizem que o assunto não merecia estar no ar, pergunto por que se dão ao trabalho de ler e, mais ainda, de postar comentários? Sobre a utilidade da discussão, manifestei-me em matéria anterior dizendo que ser óbvio que, "na prática", apenas os espíritos menos elevados fariam questão de serem tratados por doutores, mas que na teoria se trata de um interessante debate sobre o que deve ser considerado correto no âmbito da linguagem e da língua.
Primeiro o repórter, logo no inicio afirma que “a polêmica em torno da forma de tratamento não atinge apenas a advocacia” sendo matéria de discussão de outras categorias profissionais.
Na assertiva do articulista, identificamos de cara um defeito do “costume” alegado por muitos para a “obtenção” do “título”. Ocorre que muita gente – dita importante e intelectualizada – está a confundir forma de tratamento pessoal com titulação, seja acadêmica, honorífica, de realeza, etc. como diz o samba, estão confundindo o “tu com você”!
Doutor é titulo! E pronto! Quem tem, tem; quem não tem, não tem! Qualquer diploma acadêmico de graduação confere ao seu titular (aquele que detém o título) o título de “bacharel” para os cursos de formação e “licenciatura” para os cursos voltados a graduação de professores.
Portanto, o tratamento pessoal deferido aos advogados, médicos, enfermeiros, etc. é o de “senhor”. Já para o “molusco” (como referido em algum comentário), que, diga-se de passagem, detém dois títulos honoríficos de “doutor”, concedidos por universidades (que detém o poder de concedê-los) é o de “excelência”, como o é para o juiz e o promotor (apenas) por designação da gramática da língua portuguesa. Majestade para reis e rainhas; magnificência para reitores; santidade, para papas; etc. simples assim!
Senhor Bacharel Tércio Caldas Jr
Essa questão tem sido tema em diversas listas de discussão. Em pesquisa, descobrimos que tal afirmativa tem fundamento. Um Decreto Imperial (DIM), de 1º de agosto de 1825, pelo Chefe de Governo Dom Pedro Primeiro, deu origem a Lei do Império de 11 de agosto de 1827, que: Cria dois cursos de Ciências Jurídicas e Sociais; introduz regulamento, estatuto para o curso jurídico; Dispõe sobre o título (grau) de doutor para o advogado. - Dec. 17874A 9/08/1927: Declara feriado o dia 11/08/1827 - Data em que se comemora o centenário da criação dos cursos jurídicos no Brasil.
O silogismo é simples: A Lei do Império criou o curso e em seu bojo afirmou que os acadêmicos que terminassem o curso de Direito seriam bacharéis. O título de Doutor seria destinado aos habilitados nos estatutos futuros (como o Estatuto da OAB, hodiernamente usado). Acrescenta que somente Doutores poderiam ser Lentes Professores - do Latim Legente - em linguagem obsoleta). Assim, tendo o acadêmico completado seu curso de Direito, sido aprovado e estando habilitado em Estatuto competente teria o Título de Doutor. Então, Advogado é DOUTOR !
Francisco Alexandre Zerlottini. BH/MG.
O importante é ter sabedoria e honradez. Que não se adquire com títulos honoríficos.
Na verdade, todo mundo quer ser chamado de Dr. Até os doutores...
mas para se chamado de Dr não precisa estudar muito não, basta colocar um belo terno, que você já notará a diferença no trato.
Quer ver? entre com um uniforme de lixeiro num banco, para você ver como será o tratamento...depois, entre com um belo terno, uma pasta, faça pose de bacana, que você ouvirá: por aqui, Dr..quer um cafezinho, Dr?
É isso aí, meus caros, está reaberta a discussão.
Mas por favor, vamos evitar ofensas, palavras de baixo calão, etc, ou seja, vamos manter o nível da discussão e mostrar que realmente fazemos parte da elite pensante deste país.
Tenho dito!
Comentários encerrados em 24/09/2009
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.