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Ditadura chilena

Chile dá liberdade provisória a 57 repressores

A Corte de Apelações de Santiago concedeu nesta sexta-feira (11/9) liberdade provisória a 57 dos 131 repressores chilenos processados por participação em três casos de violação dos direitos humanos durante a ditadura do general Augusto Pinochet. Os 131 processados são acusados de serem autores de sequestros qualificados de várias centenas de opositores ao regime Pinochet (1973-1990), ocorridos entre 1974 e 1977.

No episódio conhecido como Caso da Rua Conferência, a Corte deu liberdade provisória a 17 dos processados, enquanto negou esse benefício a sete repressores por considerá-los "um perigo para a sociedade". Os juízes do tribunal também deixaram em liberdade provisória 40 dos repressores envolvidos na chamada Operação Colombo. As informações são do informativo Último Segundo, do portal iG.

Em decisão dividida, a 4ª Sala da Corte de Apelações revogou o benefício da liberdade com pagamento de fiança que tinha sido dado a 15 processados na Operação Colombo, e determinou sua permanência na prisão. A maioria das pessoas envolvidas no processo, o maior da Justiça chilena em relação às violações dos direitos humanos cometidas durante a ditadura, permanece no Batalhão da Polícia Militar em Santiago.

Sob a ditadura de Pinochet, cerca de 3.200 pessoas morreram nas mãos de agentes do Estado e, delas, 1.192 aparecem oficialmente ainda como desaparecidos.

Revista Consultor Jurídico, 12 de setembro de 2009, 12h30

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