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11 setembro 2009
Guerra fiscal
Governador do DF questiona desconto em ISS
O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, ajuizou no Supremo Tribunal Federal uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental contra a Lei 2.614/97 do município de Poá, em São Paulo. A norma concede abatimentos na base de cálculo do Imposto Sobre Serviços (ISS) que representariam, segundo Arruda, uma redução da cobrança do imposto abaixo do mínimo legal.
Arruda tenta impedir que a cobrança de um imposto com alíquota mais baixa estimule a guerra fiscal entre o município e o Distrito Federal. Ele argumenta que o abatimento viola o princípio federativo da Constituição e que o Distrito Federal tem perdido empresas que se mudam de cidade incentivadas por descontos deste tipo. “A intenção clara da norma impugnada foi burlar a determinação constitucional e manter a atratividade para prestadores de serviços, violando claramente o princípio federativo”, diz o governador.
Segundo ele, a alíquota do ISS, antes fixada entre 0,25% e 1%, passou a 2%. Como o aumento do imposto poderia espantar as empresas instaladas em Poá, o prefeito teria criado uma nova forma de calcular o imposto excluindo da base de cálculo toda a despesa decorrente de outro imposto. “A admissão de uma forma de cálculo que gere tributação inferior é uma clara ofensa ao princípio federativo, na medida em que representará um privilégio aos municípios violadores da exigência constitucional”, insiste o governador, lembrando que no Distrito Federal o ISS é de 2%.
Para Arruda, a preferência por um ou outro município não pode decorrer do tratamento tributário privilegiado, pois todos os municípios devem resguardar no mínimo o percentual efetivo de 2% para o ISS. Com informações da Assessoria de Imprensa do Supremo Tribunal Federal.
ADPF 190
Revista Consultor Jurídico, 11 de setembro de 2009
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Comentários
Comentários de leitores: 1 comentário
PORQUE "GUERRA" FISCAL?
Contudo, a concorrência gera fortes reações corporativistas quando ela ocorre no setor público. Na disputa pelo "mercado tributário", gestores públicos desacostumados a primar pela eficiência e pelo controle de gastos, chamam uma simples concorrência de "Guerra" Fiscal.
Não vejo soluções nesse sistema econômico. O que vejo é corrupção e muita incoerência: porque impedir a livre concorrência entre as diversas gestões públicas? Que sentido faz entregar todo o esforço de eficiência das empresas privadas nas mãos de governos gordos, pesados e ineficientes?
Esse capitalismo neoliberal é mesmo um engodo!
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