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De olho nos advogados

Veja propostas dos candidatos à presidência da OAB-RJ

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Como não foi aberto, ainda não há candidato inscrito no processo eleitoral que vai escolher o ocupante da cadeira de presidente da OAB do Rio de Janeiro. Mas os pré-candidatos já se movimentam e apresentam propostas para os advogados do estado. As eleições acontecem no dia 16 de novembro e, por enquanto, se dizem na disputa os advogados Wadih Damous, Lauro Schuch, Luciano Viveiros e Wanderley Rebello Filho.

Todos têm propostas para os próximos dois anos à frente da seccional. A mais polêmica e que tem gerado reações dos demais candidatos é a proposta de “anuidade zero”. Lauro Schuch, autor da ideia, a considera boa suficiente para fazer com que outras seccionais adotem a iniciativa.

Funcionaria como um programa de milhagem: a OAB do Rio faria parceria com uma administradora de cartão de crédito; o advogado, ao usar o cartão, acumularia pontos que, posteriormente, podem ser trocados pela anuidade. “O advogado pode usar a vantagem para essa finalidade”, diz Schuch.

A proposta é criticada pelos demais. Viveiros diz que a OAB não é banco. Damous segue o mesmo raciocínio. Para ele, a proposta é “mentirosa” e o dinheiro será para as administradoras de cartões de crédito e bancos.

Outra proposta diferente é a do candidato Luciano Viveiros. Ele pretende levar a cabo a ideia que dá nome a sua chapa: OAB de portas abertas. Ele diz que não vai ter agenda para atender os advogados, que poderão falar com ele quando quiserem dentro do horário comercial. Tumultuado? Ele reconhece que no começo será, mas, diz, a confusão pode ser evitada com audiências públicas.

Viveiros também quer acabar com a história de presidente da OAB se manifestar sobre os diversos temas sem antes ouvir a classe. Ele acredita que ganhar a eleição para representar os advogados não significa que possa falar em nome deles sobre qualquer assunto.

Iniciativa polêmica cuja consequencia poderá ser aproveitada por aqueles que ainda não são eleitores é a do candidato Wanderley Rebello. Ele diz que vai propor ao Conselho Federal da OAB alteração no Estatuto da Advocacia para que os bachareis em Direito, ao perderem a carteira de estagiário, possam advogar por um prazo determinado ou até a aprovação no Exame de Ordem.

Com o mote Para não parar, Damous aposta no “manter o que conquistou”. Ele disse que pretende ampliar o serviço de transporte. Além do que circula no centro do Rio de Janeiro, entre os tribunais, também quer incluir o da Ilha do Governador para o centro.

Fazem parte das propostas dos candidatos Lauro Schuch, Luciano Viveiros, Wadih Damous e Wanderley Rebello outros temas comuns: ampliação da participação de mulheres, idosos, deficientes; aposentadoria do advogado; a Caixa de Assistência dos Advogados do Estado do Rio de Janeiro (Caarj); transparência na gestão; diálogo com o Judiciário; defesa das prerrogativas.

Enquanto o Congresso discute a regularização da propaganda eleitoral na internet para eleições, na disputa pela presidência da OAB do Rio a Web é um território livre. A campanha virtual pode ser acompanhada nos sites dos candidatos.

Clique aqui para ler as propostas do candidato Lauro Schuch.
Clique aqui para ler as propostas do candidato Luciano Viveiros.
Clique aqui para ler as propostas do candidato Wadih Damous.
Clique aqui para ler as propostas do candidato Wanderley Rebello.

 é correspondente da Consultor Jurídico no Rio de Janeiro.

Revista Consultor Jurídico, 9 de setembro de 2009, 1h44

Comentários de leitores

1 comentário

ELEIÇÕES na OAB RJ

Citoyen (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Conhecidos os Candidatos e após lidas as PROPOSTAS, se assim podemos considerá-las, mas somente usando a designação que os Candidatos dão ao que dsseram que vão realizar, acho que aos ADVOGADOS que se prezam, do RIO de JANEIRO, só resta uma saída: ANULAR SOLENEMENTE o VOTO!
Meu Deus, por que só CANDIDATOS sem CONSISTÊNCIA se apresentam para função tão nobre?
O atual, que ousa candidatar-se à reeleição, quebrando compromissos que outrora assumira com o Vice de então, já chegou a DEBOCHAR do POVO do RIO de JANEIRO, defendendo os BANDIDOS que fugiam da POLÍCIA, que os perseguia, depois de terem, irresponsavelmente, agido contra o CIDADÃO do RIO de JANEIRO.
É, é muito triste assistir ao estado de coisas a que chegamos.
Depois querem que os Advogados tenham prestígio!
Não sei como?
É preciso reformar as CANDIDATURAS, para que a CATEGORIA possa ter prestígio.

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