Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Reflexões do cárcere

Curso quer aproximar sociedade de presos

“A ideia de que o preso deve ser reintegrado à sociedade é antiga. É preciso também um esforço para que a sociedade se aproxime das pessoas encarceradas.” É a partir deste pensamento que foi criado o Curso Transdisciplinar de Criminologia Penitenciária e Execução Penal, coordenado pelo advogado criminalista Filipe Fialdini. A primeira aula é no dia 9 de setembro.

Promovido pela Associação dos Advogados de São Paulo (Aasp) em parceria com a Penitenciária Feminina de Santana, o curso é uma tentativa de quebrar preconceitos e conceitos acadêmicos sobre os presos. “Chamamos de curso, mas na verade serão muito mais encontros em que as pessoas terão a chance de participar de dinânicas de grupo dentro da penitênciária”, explica Fialdini que é também professor de Direito penal da Faap.

O curso é aberto a estudantes, sociólogos, advogados, psicólogos e demais interessados em criminologia penitenciária. A programação também está sob a coordenação da psicóloga Mônica Soligueto, que trabalha com atendimento a presos e egressos do sistema penitenciário de São Paulo. Serão 51 horas/aula, divididas em 9 horas expositivas, 22 de visitas à Penitenciária Feminina e outras 22 de supervisão.

Serviço
Curso Transdisciplinar de Criminologia Penitenciária e Execução Penal
Data:
a partir de 9 de setembro
Horário: das 16h às 18h
Local: AASP - Rua Álvares Penteado, 151 – Centro
Valor: entre R$ 100 e R$ 150
Clique aqui para efetuar a inscrição.

Revista Consultor Jurídico, 1 de setembro de 2009, 3h39

Comentários de leitores

1 comentário

Aproximação da Sociedade às Pessoas Encarceiradas

Nilton Carlos (Advogado Assalariado - Trabalhista)

Só tenho que parabenizar pela nobre iniciativa. Se de todo o trabalho a ser realizado, houver um ÚNICO resultado positivo, pode-se considerar o trabalho como bem sucedido. O cidadão que hoje sou, é um fruto de experiência análoga, ocorrida há pouco mais de 10 anos, quando uma empresa ousou em disponibilizar 50 postos de trabalho para presos em cumprimento de pena em regime semi-aberto. Eu que iniciei como ajudante, carregando e descarregando camonhões e carretas, sem os estudos concluídos, hoje sou ADVOGADO desta mesma empresa, atuando no Departamento Jurídico já há mais de 4 anos. Parabéns para a AASP!

Comentários encerrados em 09/09/2009.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.